quarta-feira, 19 de março de 2008

Senador Camará está em 1º lugar no ranking de mortes por dengue

Senador Camará está em 1º lugar no ranking de mortes por dengue.

Registros confirmados de ÓBITOS de 01/01 até 17/03. Vinte e Oito.

1. Bairros de origem: Senador Camará (4), Campo Grande (2), Curicica (2), Benfica (2), Guadalupe (2), Tijuca (1), Jardim América (1), Vigário Geral (1), Ramos (1), Manguinhos (1), Inhaúma (1), Abolição (1), Madureira (1), Anchieta (1), Honório Gurgel (1), Cascadura (1), Gardênia Azul (1), Cidade de Deus (1), Taquara (1), Realengo (1), Bangu (1).

2. Hospital de atendimento onde ocorreu o óbito por nível de responsabilidade! Estaduais: (12), Privados (6), Municipais (6), Federais (4).

Por isso não custa nada lembrar como prevenir:


O que é a dengue? (clique aqui para ver redações e desenhos feitos pelas crianças)

A dengue é uma das mais importantes viroses (doenças causadas por vírus). Nos países de clima tropical, as condições do meio-ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, seu principal transmissor.



Causador e transmissor

O causador da dengue é um vírus, mas seus transmissores - chamados tecnicamente de vetores - são mosquitos do gênero aedes, popularmente conhecidos como pernilongo da dengue. Este inseto tem algumas características que podem facilitar seu reconhecimento:
- É escuro e rajado de branco;
- É menor que um pernilongo comum;
- Pica durante o dia;
- Desenvolve-se em água parada e limpa;


Transmissão

A transmissão da doença ocorre a partir da picada da fêmea do mosquito. De 8 a 12 dias após ter sugado sangue de pessoa contaminada, o mosquito está apto a transmitir a doença. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções para uma pessoa sadia, nem através da água ou alimento.

Em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.



Período de incubação

Varia de 3 a 15 dias após a picada pelo mosquito, sendo, em média, de 5 a 6 dias.



Sintomas da Dengue:

- Dor de cabeça e nos olhos;
- Febre alta (muitas vezes passando de 40 graus);
- Dor nos músculos e nas juntas;
- Manchas avermelhadas por todo o corpo;
- Falta de apetite;
- Fraqueza;
- Em alguns casos, sangramento de gengiva e nariz.

99% têm febre, que dura cerca de sete dias. Pode ser branda ou muito alta.

50% têm dor atrás do olho
60% têm dor de cabeça
50% têm prostração, indisposição.
25% têm manchas vermelhas em todo o corpo.


O que é e quais os sintomas da Dengue Hemorrágica

A Dengue Hemorrágica é provocada quando alguém que já teve dengue é picado por um mosquito contaminado com um vírus diferente do que provocou a doença da primeira vez. Os sintomas iniciais da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença é que, quando a febre acaba, começam a surgir sangramentos, a pressão cai, os lábios ficam roxos e a pessoa, além de sentir fortes dores no abdômen, alterna sonolência com agitação. A dengue hemorrágica é muito perigosa e pode levar a pessoa à morte.

Ainda não foi desenvolvida vacina eficaz contra a dengue. O tratamento deve ser à base de repouso e reposição de líquidos. Assim, a pessoa contaminada deve tomar muita água, sucos, e ingerir frutas e verduras frescas. Para dor e febre, procurar um mé
dico.

Nos casos de dengue hemorrágica o tratamento realizado é de suporte, no sentido de evitar o choque. Não existem vacinas contra a dengue de tal forma que a prevenção é a única arma contra a doença. Toda pessoa que apresentar sintomas da doença deve procurar um posto de saúde para obter orientação médica. Evite medicamentos à base de Salicilatos.


Tratamento

A pessoa com dengue deve ficar em repouso, beber muito líquido e só usar medicamento para aliviar as dores e a febre, sempre com indicação do médico.

Para quem já teve dengue uma vez, o cuidado deve ser redobrado. Em uma segunda contaminação, as chances são maiores de a doença evoluir para a forma hemorrágica, que pode ser mortal.

A pessoa com dengue não pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, como por exemplo, aspirina, AAS, Melhoral, Doril, Sonrisal, Alka-Seltzer, Engov, Cibalena, Doloxene e Buferin. Eles podem facilitar o sangramento.

Como a doença causa muita dor no corpo, em geral, as pessoas procuram analgésicos. É importante para o doente evitar antiinflamatórios, pois facilitam o sangramento.


Como previnir-se:

A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer. Para isso, é necessário acabar com os "criadouros" (lugares de nascimento e desenvolvimento do mosquito). Portanto, não deixe a água, mesmo limpa, ficar parada em qualquer tipo de recipiente.

Pneus velhos são um dos lugares preferidos do mosquito.
Não deixe acumular água em pratos de vasos. Substitua a água dos vasos por areia grossa umedecida.
Esvazie as garrafas e coloque-as de cabeça para baixo.
Mantenha as caixas d´água, poços, latões e filtros bem fechados.

Dicas

- Misture uma colher de chá de água sanitária com um litro de água e borrife nas plantas de sua casa. A mistura não faz mal às plantas e mata o mosquito da dengue;

- Lave bem os pratos de plantas e xaxins, passando um pano ou bucha para eliminar completamente ovos de mosquitos. Uma boa solução é trocar a água por areia molhada nos pratinhos;

- Limpe calhas e lajes das casas;

- Lave bebedouros de aves e animais com escova ou bucha e troque a água pelo menos uma vez por semana;

- Guarde as garrafas vazias de cabeça para baixo, em local abrigado;

- Fure latas e pneus;

- Jogue no lixo copos descartáveis, tampinhas de garrafas e tudo o que acumula água. O lixo deve ficar o tempo todo fechado.

Fonte: Faculdade de Saúde Pública da USP - Depto. de Epidemiologia

domingo, 9 de março de 2008

Vivendo para agradar a Deus (IV Parte)

VIVENDO PARA AGRADAR A DEUS (IV PARTE)


Encerrando a série de pastorais sobre o tema desenvolvido no retiro 2008, gostaríamos de reforçar Co 10.31: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” Este versículo é importantíssimo para a compreensão de que a nossa relação com o Senhor independe das circunstâncias da vida. Devemos reconhecer que Deus tem o controle sobre todas as coisas, e quando falamos TODAS, realmente não escapa uma sequer, mesmo aquelas, que, aos nossos olhos são ruins.

Somos crentes, salvos pelo sacrifício de Cristo Jesus, e como tais, temos a garantia, expressa na Palavra do Senhor, de que nenhum fio de cabelo cai de nossa cabeça sem a permissão do Senhor; de que todas as coisas cooperam para o meu bem e de que Ele é o nosso bom pastor, que supre todas as nossas necessidades.Logo, porque reclamar se as coisas não estão caminhando da melhor maneira possível? O apóstolo Paulo nos recomenda, sob a inspiração do Espírito Santo, em tudo darmos graças a Deus, porque esta é a Sua vontade. Como não reconhecer que toda boa dádiva vem das mãos do Senhor, e conseqüentemente dar-Lhe graças por toda sorte de bençãos, matérias ou não?

Acredito que agradamos ao Senhor com a disposição do nosso coração. Se tudo vai bem, devemos dizer ao Senhor: eu te amo Senhor, Tu tens o melhor para mim, e tens me abençoado. Se tudo vai mal, devemos dizer: Senhor, eu continuo te amando, porque Tu tens o melhor para mim, eu creio nisso, e mesmo que eu esteja sofrendo agora, eu sei que tens um propósito benéfico nisso tudo, pela fé eu te dou graças pelos Teus planos eternos que nunca são frustrados.

Que Deus nos abençoe, ajudando-nos neste propósito de agradá-Lo com a nossa vida, mais que isto, que este propósito seja um ato contínuo e gradual. Amém!

Pr. Celso Falleiro

domingo, 2 de março de 2008

Culto de Louvor e Adoração promovido pela UMP

Próximo Sábado - 08 de Março de 2008

Você é nosso convidado para o 1º Culto de Louvor e Adoração promovido pela UMP (União de Mocidade Presbiteriana) de nossa igreja em 2008. Será no próximo sábado, dia 08 de março de 2008, às 19 horas.

Não perca a oportunidade de estarmos em comunhão adorando ao nosso

"TUDO QUANTO TEM FÔLEGO LOUVE AO SENHOR."

Salmo 150:6 a

Rua Antenor Ferreira 50, Senador Camará
Rio de Janeiro - RJ

Vivendo para agradar a Deus (III Parte)

VIVENDO PARA AGRADAR A DEUS (III PARTE)

Continuando a exposição resumida sobre o tema que foi abordado no retiro, especialmente respondendo a pergunta “como agradar a Deus?”, afirmamos que agradamos a Deus anunciando o evangelho, dizendo o que tem que ser dito. Entendemos que o anúncio do evangelho é uma prática obrigatória para todo cristão, contudo, percebemos que alguns cristãos estão anunciando um evangelho de conveniência, muitas vezes não dizendo o que tem que ser dito para poder ser bem aceito. Na realidade, a Escritura Sagrada nos ensina que o anúncio do evangelho deve ser feito na íntegra, e não com meias palavras (I Ts 2.1-5 / Gl 1.9-13).

Outra forma de agradar a Deus é tendo fé. A bíblia é clara ao afirmar que sem fé é impossível agradar a Deus. A fé move a vontade divina em seu favor. Porém, é bem verdade que muitos crentes são só possuem o título “crente”, mas, no dia-a-dia, pensam, falam ou agem como incrédulos; e isso desagrada a Deus (Hb 11.6 /Nm 13.25 a 14.38).

A sexta forma a ser destacada no nosso estudo, além das já mencionadas sobre como agradar a Deus é temendo a Ele. É muito importante entendermos que temer a Deus, neste caso, não é ter medo ou pavor de Deus, mas um reconhecimento verdadeiro de quem Deus é. Quando o crente reconhece de fato quem Deus é e, por conseguinte, os atributos pertencentes a Ele como a Sua majestade, o Seu poder, a Sua justiça e o Seu amor, dificilmente cometeriam certos pecados como observamos ao nosso redor. Temer a Deus é, portanto, reconhecimento de Deus, que nos leva a pensar e agir, uma vez que o conhecemos de fato, de forma que O agrade (Sl 147.11/Ec 5.4).

Por último, agradamos a Deus vivendo de modo digno do Senhor. Em Colossenses 1.10-12 o apóstolo Paulo ensina que agradamos ao Senhor, primeiramente, frutificando e crescendo espiritualmente; segundo, sendo fortalecidos para o sofrimento e terceiro, vivendo com alegria, que no ensino de Paulo resumem o que é o viver de modo digno do Senhor.

(continua no próximo domingo ...)

Pr. Celso Falleiro

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Vivendo para agradar a Deus (II Parte)

VIVENDO PARA AGRADAR A DEUS (II PARTE)

Na pastoral passada, apresentamos um breve resumo do primeiro dia de estudos no retiro espiritual, realizado no período do carnaval, fazendo uma pequena introdução baseada no filme “Desafiando gigantes” e respondendo “por que” devemos viver para agradar a Deus. Nesta, dispomo-nos a apresentar aos irmãos “como” viver para agradar a Deus.

Inicialmente, você agrada a Deus adorando-o verdadeiramente. Quando Caim e Abel apresentaram suas ofertas ao Senhor, sendo estas ofertas uma forma de adoração, diz a Escritura que o Senhor se agradou da oferta de Abel, ou seja, Deus se agradou da adoração de Abel e rejeitou a de Caim (Gn 4.4). O Senhor conhece o coração do homem e, portanto, as suas intenções (I Sm 16.7). Por isso é importante salientar que não é o simples fato de adorar a Deus que o agrada, mas uma adoração sincera, genuína e verdadeira, sim (Jo 4.23).

Outra forma de agradar a Deus é tendo desejos “não egoístas”. A Palavra do Senhor afirma que Deus se agradou do desejo de Salomão ao pedir entendimento para julgar o povo com justiça, ou seja, por pedir algo que não era propriamente para si, mas para beneficiar principalmente o próximo (I Rs 3.10). Por outro lado, os que procuram satisfazer desejos pessoais, independentemente do próximo, certamente desagradarão a Deus (Rm 8.8).

Além dos desejos não egoístas, vale ressaltar que também agradam a Deus ações “não egoístas”. Há mais de 700 anos antes de Cristo, o povo de Israel, especificamente em Judá, era chamado a atenção pelo Senhor, O qual usou o profeta Miquéias para condenar a injustiça social. O Senhor deixa claro que O agradaria se o povo fosse amasse a misericórdia e andasse justamente, agindo em favor dos mais desfavorecidos e não somente para si mesmos (Mq 6.8). Por outro lado, a Escritura Sagrada é taxativa ao afirmar que o Senhor não se agrada de ações iníquas, injustas, que não leve em consideração o próximo (Sl 5.4).

(continua no próximo domingo ...)

Pr. Celso Falleiro

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Vivendo para agradar a Deus

VIVENDO PARA AGRADAR A DEUS

“Vivendo para agradar a Deus” foi o tema do retiro deste ano. Entendo que este tema é fundamental para a vida de qualquer cristão. Durante os dias de retiro, aprendemos muitas verdades que nos ajudarão a sermos cristãos melhores. Dentro desta perspectiva, a saber, da importância do tema, destacarei alguns pontos principais do que estudamos, com base em I Co 10:23 a 11:1, a fim de que toda a igreja tenha acesso às informações que extraímos das Escrituras Sagradas naqueles dias e para que os retirantes tenham uma breve recapitulação do que aprenderam.

Primeiramente, aprendemos que somos afrontados constantemente por “gigantes”, os quais podem ser situações das nossas vidas como: tentações, problemas emocionais, problemas espirituais, problemas físicos, doenças, entre outros.

Segundo, aprendemos que sempre temos duas opções ante às afrontas dos “gigantes” que estão diante de nós: agradar ou desagradar a Deus. Nunca ficaremos sem opções ou sem saída. As nossas reações podem desagradar a Deus quando somos covardes e protelamos o problema, quando ficamos indiferentes ao problema ou quando agimos deliberadamente de forma contrária aos ensinamentos da bíblia sagrada. Por outro lado, as nossas reações podem agradar a Deus quando agimos como Cristo agiria se estivesse em nosso lugar, conforme o ensino do apóstolo Paulo em I Co 11.1: Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.

Também pensamos em algumas perguntas e respondemos outras, como: Vale a pena viver para agradar a Deus? Existe alguma importância em viver para agradar a Deus? Como viver para agradar a Deus? Por que devemos viver para agradar a Deus? Respondendo a última pergunta, devemos viver para agradar a Deus porque: Ele é o nosso Criador (Ap 4.11); Ele nos ama (Jo 3.16); Ele nos salvou (Rm 5.8); Ele cuida de nós (Sl 23) e é a vontade Dele (I Co 11.1). Nesta última resposta, é preciso fazer uma analogia com a vida de Cristo, levando-se em consideração que devemos imitar àquele que viveu até a morte para agradar a Deus.

(continua no próximo domingo ...)

Pr. Celso Falleiro

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

450 anos da Confissão de Fé da Guanabara


A Confissão de Fé da Guanabara foi o primeiro escrito protestante no Brasil e de toda a América.

A Confissão foi redigida para responder aos questionamentos de Nicolas Durand de Villegagnon, apelidado pelo pastor Pierre Richier, em 1561, de "Caim das Américas".

O documento foi redigido em cerca de doze horas numa prisão na ilha de Serigipe (atual Ilha de Villegagnon), por Jean du Bordel, (ou Bourdel), com o auxílio de Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon e André la Fon. Contém dezessete artigos, refletindo a doutrina calvinista. Após a sua finalização, os seus autores foram executados. Não está claro se Jacques le Balleur teve envolvimento na redação da Confissão, já que a data exata de sua fuga não é conhecida.

A Confissão de Fé da Guanabara foi redigida depois de 4 de Janeiro e antes de 9 de Fevereiro; a data exata costuma ser referida como sendo 17 de Janeiro de 1558.

A sua história é relatada no capítulo "Tragédia na Guanabara", de autoria ainda não desvendada, mas supostamente escrito por Jean de Léry. Outras teses indicam o nome do pastor Pierre Richier e o do próprio Jean Crespin, editor de livros, como possíveis autores; a autoria de Léry é fundamentada, entre outros, por Frank Lestringant - e publicado no livro História dos Mártires, de Jean Crespin.

A Confissão

"Segundo a doutrina de S. Pedro Apóstolo, em sua primeira epístola, todos os cristãos devem estar sempre prontos para dar razão da esperança que neles há, e isso com toda a doçura e benignidade, nós abaixo assinados, Senhor de Villegagnon, unanimemente (segundo a medida de graça que o Senhor nos tem concedido) damos razão, a cada ponto, como nos haveis apontado e ordenado, e começando no primeiro artigo:"

I. Cremos em um só Deus, imortal, invisível, criador do céu e da terra, e de todas as coisas, tanto visíveis como invisíveis, o qual é distinto em três pessoas: o Pai, o Filho e o Santo Espírito, que não constituem senão uma mesma substância em essência eterna e uma mesma vontade; o Pai, fonte e começo de todo o bem; o Filho, eternamente gerado do Pai, o qual, cumprida a plenitude do tempo, se manifestou em carne ao mundo, sendo concebido do Santo Espírito, nasceu da virgem Maria, feito sob a lei para resgatar os que sob ela estavam, a fim de que recebêssemos a adoção de próprios filhos; o Santo Espírito, procedente do Pai e do Filho, mestre de toda a verdade, falando pela boca dos profetas, sugerindo as coisas que foram ditas por nosso Senhor Jesus Cristo aos apóstolos. Este é o único Consolador em aflição, dando constância e perseverança em todo bem.

Cremos que é mister somente adorar e perfeitamente amar, rogar e invocar a majestade de Deus em fé ou particularmente.

II. Adorando nosso Senhor Jesus Cristo, não separamos uma natureza da outra, confessando as duas naturezas, a saber, divina e humana nele inseparáveis.

III. Cremos, quanto ao Filho de Deus e ao Santo Espírito, o que a Palavra de Deus e a doutrina apostólica, e o símbolo*, nos ensinam.

IV. Cremos que nosso Senhor Jesus Cristo virá julgar os vivos e os mortos, em forma visível e humana como subiu ao céu, executando tal juízo na forma em que nos predisse no capítulo vinte e cinco de Mateus, tendo todo o poder de julgar, a Ele dado pelo Pai, sendo homem.

E, quanto ao que dizemos em nossas orações, que o Pai aparecerá enfim na pessoa do Filho, entendemos por isso que o poder do Pai, dado ao Filho, será manifestado no dito juízo, não todavia que queiramos confundir as pessoas, sabendo que elas são realmente distintas uma da outra.

V. Cremos que no santíssimo sacramento da ceia, com as figuras corporais do pão e do vinho, as almas fiéis são realmente e de fato alimentadas com a própria substância do nosso Senhor Jesus, como nossos corpos são alimentados de alimentos, e assim não entendemos dizer que o pão e o vinho sejam transformados ou transubstanciados no seu corpo, porque o pão continua em sua natureza e substância, semelhantemente ao vinho, e não há mudança ou alteração.

Distinguimos todavia este pão e vinho do outro pão que é dedicado ao uso comum, sendo que este nos é um sinal sacramental, sob o qual a verdade é infalivelmente recebida. Ora, esta recepção não se faz senão por meio da fé e nela não convém imaginar nada de carnal, nem preparar os dentes para comer, como santo Agostinho nos ensina, dizendo: "Porque preparas tu os dentes e o ventre? Crê, e tu o comeste".

O sinal, pois, nem nos dá a verdade, nem a coisa significada; mas Nosso Senhor Jesus Cristo, por seu poder, virtude e bondade, alimenta e preserva nossas almas, e as faz participantes da sua carne, e de seu sangue, e de todos os seus benefícios.

Vejamos a interpretação das palavras de Jesus Cristo: "Este pão é meu corpo". Tertuliano, no livro quarto contra Marcião, explica estas palavras assim: "este é o sinal e a figura do meu corpo".

S. Agostinho diz: "O Senhor não evitou dizer: — Este é o meu corpo, quando dava apenas o sinal de seu corpo."

Portanto (como é ordenado no primeiro cânon do Concílio de Nicéia), neste santo sacramento não devemos imaginar nada de carnal e nem nos distrair no pão e no vinho, que nos são neles propostos por sinais, mas levantar nossos espíritos ao céu para contemplar pela fé o Filho de Deus, nosso Senhor Jesus, sentado à destra de Deus, seu Pai.

Neste sentido podíamos jurar o artigo da Ascensão, com muitas outras sentenças de Santo Agostinho, que omitimos, temendo ser longas.

VI. Cremos que, se fosse necessário pôr água no vinho, os evangelistas e São Paulo não teriam omitido uma coisa de tão grande conseqüência.

E quanto ao que os doutores antigos têm observado (fundamentando-se sobre o sangue misturado com água que saiu do lado de Jesus Cristo, desde que tal observância não tem fundamento na Palavra de Deus, visto mesmo que depois da instituição da Santa Ceia isso aconteceu), nós não podemos hoje admitir necessariamente.

VII. Cremos que não há outra consagração senão a que se faz pelo ministro, quando se celebra a ceia, recitando o ministro ao povo, em linguagem conhecida, a instituição desta ceia literalmente, segundo a forma que nosso Senhor Jesus Cristo nos prescreveu, admoestando o povo quanto à morte e paixão do nosso Senhor. E mesmo, como diz santo Agostinho, a consagração é a palavra de fé que é pregada e recebida em fé. Pelo que, segue-se que as palavras secretamente pronunciadas sobre os sinais não podem ser a consagração como aparece da instituição que nosso Senhor Jesus Cristo deixou aos seus apóstolos, dirigindo suas palavras aos seus discípulos presentes, aos quais ordenou tomar e comer.

VIII. O santo sacramento da ceia não é alimento para o corpo como para as almas (porque nós não imaginamos nada de carnal, como declaramos no artigo quinto) recebendo-o por fé, a qual não é carnal.
IX. Cremos que o batismo é sacramento de penitência, e como uma entrada na igreja de Deus, para sermos incorporados em Jesus Cristo. Representa-nos a remissão de nossos pecados passados e futuros, a qual é adquirida plenamente, só pela morte de nosso Senhor Jesus.

De mais, a mortificação de nossa carne aí nos é representada, e a lavagem, representada pela água lançada sobre a criança, é sinal e selo do sangue de nosso Senhor Jesus, que é a verdadeira purificação de nossas almas. A sua instituição nos é ensinada na Palavra de Deus, a qual os santos apóstolos observaram, usando de água em nome do Pai, do Filho e do Santo Espírito. Quanto aos exorcismos, abjurações de Satanás, crisma, saliva e sal, nós os registramos como tradições dos homens, contentando-nos só com a forma e instituição deixada por nosso Senhor Jesus.

X. Quanto ao livre arbítrio, cremos que, se o primeiro homem, criado à imagem de Deus, teve liberdade e vontade, tanto para bem como para mal, só ele conheceu o que era livre arbítrio, estando em sua integridade. Ora, ele nem apenas guardou este dom de Deus, assim como dele foi privado por seu pecado, e todos os que descendem dele, de sorte que nenhum da semente de Adão tem uma centelha do bem.

Por esta causa, diz São Paulo, o homem natural não entende as coisas que são de Deus. E Oséias clama aos filho de Israel: "Tua perdição é de ti, ó Israel". Ora isto entendemos do homem que não é regenerado pelo Santo Espírito.

Quanto ao homem cristão, batizado no sangue de Jesus Cristo, o qual caminha em novidade de vida, nosso Senhor Jesus Cristo restitui nele o livre arbítrio, e reforma a vontade para todas as boas obras, não todavia em perfeição, porque a execução de boa vontade não está em seu poder, mas vem de Deus, como amplamente este santo apóstolo declara, no sétimo capítulo aos Romanos, dizendo: "Tenho o querer, mas em mim não acho o realizar".

O homem predestinado para a vida eterna, embora peque por fragilidade humana, todavia não pode cair em impenitência.

A este propósito, S. João diz que ele não peca, porque a eleição permanece nele.

XI. Cremos que pertence só à Palavra de Deus perdoar os pecados, da qual, como diz santo Ambrósio, o homem é apenas o ministro; portanto, se ele condena ou absolve, não é ele, mas a Palavra de Deus que ele anuncia.

Santo Agostinho, neste lugar diz que não é pelo mérito dos homens que os pecados são perdoados, mas pela virtude do Santo Espírito. Porque o Senhor dissera aos seus apóstolos: "recebei o Santo Espírito;" depois acrescenta: "Se perdoardes a alguém os seus pecados", etc.

Cipriano diz que o servo não pode perdoar a ofensa contra o Senhor.

XII. Quanto à imposição das mãos, essa serviu em seu tempo, e não há necessidade de conservá-la agora, porque pela imposição das mãos não se pode dar o Santo Espírito, porquanto isto só a Deus pertence.

No tocante à ordem eclesiástica, cremos no que S. Paulo dela escreveu na primeira epístola a Timóteo, e em outros lugares.

XIII. A separação entre o homem e a mulher legitimamente unidos por casamento não se pode fazer senão por causa de adultério, como nosso Senhor ensina (Mateus 19:5). E não somente se pode fazer a separação por essa causa, mas também, bem examinada a causa perante o magistrado, a parte não culpada, se não podendo conter-se, deve casar-se, como São Ambrósio diz sobre o capítulo sete da Primeira Epístola aos Coríntios. O magistrado, todavia, deve nisso proceder com madureza de conselho.

XIV. São Paulo, ensinando que o bispo deve ser marido de uma só mulher, não diz que não lhe seja lícito tornar a casar, mas o santo apóstolo condena a bigamia a que os homens daqueles tempos eram muito afeitos; todavia, nisso deixamos o julgamento aos mais versados nas Santas Escrituras, não se fundando a nossa fé sobre esse ponto.

XV. Não é lícito votar a Deus, senão o que ele aprova. Ora, é assim que os votos monásticos só tendem à corrupção do verdadeiro serviço de Deus. É também grande temeridade e presunção do homem fazer votos além da medida de sua vocação, visto que a santa Escritura nos ensina que a continência é um dom especial (Mateus 15 e 1 Coríntios 7). Portanto, segue-se que os que se impõem esta necessidade, renunciando ao matrimônio toda a sua vida, não podem ser desculpados de extrema temeridade e confiança excessiva e insolente em si mesmos.

E por este meio tentam a Deus, visto que o dom da continência é em alguns apenas temporal, e o que o teve por algum tempo não o terá pelo resto da vida. Por isso, pois, os monges, padres e outros tais que se obrigam e prometem viver em castidade, tentam contra Deus, por isso que não está neles o cumprir o que prometem. São Cipriano, no capítulo onze, diz assim: "Se as virgens se dedicam de boa vontade a Cristo, perseverem em castidade sem defeito; sendo assim fortes e constantes, esperem o galardão preparado para a sua virgindade; se não querem ou não podem perseverar nos votos, é melhor que se casem do que serem precipitadas no fogo da lascívia por seus prazeres e delícias". Quanto à passagem do apóstolo S. Paulo, é verdade que as viúvas tomadas para servir à igreja, se submetiam a não mais casar, enquanto estivessem sujeitas ao dito cargo, não que por isso se lhes reputasse ou atribuísse alguma santidade, mas porque não podiam bem desempenhar os deveres, sendo casadas; e, querendo casar, renunciassem à vocação para a qual Deus as tinha chamado, contudo que cumprissem as promessas feitas na igreja, sem violar a promessa feita no batismo, na qual está contido este ponto: 'Que cada um deve servir a Deus na vocação em que foi chamado'. As viúvas, pois, não faziam voto de continência, senão porque o casamento não convinha ao ofício para que se apresentavam, e não tinha outra consideração que cumpri-lo. Não eram tão constrangidas que não lhes fosse antes permitido casar que se abrasar e cair em alguma infâmia ou desonestidade."

Mas, para evitar tal inconveniência, o apóstolo São Paulo, no capítulo citado, proíbe que sejam recebidas para fazer tais votos sem que tenham a idade de sessenta anos, que é uma idade normalmente fora da incontinência. Acrescenta que os eleitos só devem ter sido casados uma vez, a fim de que por essa forma, tenham já uma aprovação de continência.

XVI. Cremos que Jesus Cristo é o nosso único Mediador, intercessor e advogado, pelo qual temos acesso ao Pai, e que, justificados no seu sangue, seremos livres da morte, e por ele já reconciliados teremos plena vitória contra a morte.

Quanto aos santos mortos, dizemos que desejam a nossa salvação e o cumprimento do Reino de Deus, e que o número dos eleitos se complete; todavia, não nos devemos dirigir a eles como intercessores para obterem alguma coisa, porque desobedeceríamos o mandamento de Deus. Quanto a nós, ainda vivos, enquanto estamos unidos como membros de um corpo, devemos orar uns pelos outros, como nos ensinam muitas passagens das Santas Escrituras.

XVII. Quanto aos mortos, São Paulo, na Primeira Epístola aos Tessalonicenses, no capítulo quatro, nos proíbe entristecer-nos por eles, porque isto convém aos pagãos, que não têm esperança alguma de ressuscitar. O apóstolo não manda e nem ensina orar por eles, o que não teria esquecido se fosse conveniente. S. Agostinho, sobre o Salmo 48, diz que os espíritos dos mortos recebem conforme o que tiverem feito durante a vida; que se nada fizeram, estando vivos, nada recebem, estando mortos.

Esta é a resposta que damos aos artigo por vós enviados, segundo a medida e porção da fé, que Deus nos deu, suplicando que lhe praza fazer que em nós não seja morta, antes produza frutos dignos de seus filhos, e assim, fazendo-nos crescer e perseverar nela, lhe rendamos graças e louvores para sempre. Assim seja.

Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon, André la Fon."

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* O Símbolo referido no artigo III é o Credo Apostólico.

- Texto extraído da Wikipedia.
- Para saber mais sobre a Confissão de Fé da Guanabara, acesse:
http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=991
- A foto no início do texto é monumento erguido para rememorar a saga dos protestantes na Baía da Guanabara, na ilha que hoje abriga a Escola Naval, Rio de Janeiro.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Retiro espiritual e sua importância

RETIRO ESPIRITUAL E A SUA IMPORTÂNCIA

No próximo final de semana estaremos nos retirando da cidade no período do carnaval, e muitos aguardam este momento com uma boa expectativa, tendo em vista a descoberta de quão precioso momento de comunhão desfrutamos nos retiros espirituais. Talvez você ainda não tenha decidido ir conosco, e esteja se perguntando: porque eu deveria ir ao retiro da igreja? Por conseguinte, vou lhe dar algumas razões para você ir conosco:

1º) Porque é uma boa alternativa para ficarmos livres das muitas influências que esta festa mundana nos traz. Neste período, os noticiários, os programas de televisão, rádios, jornais, revistas, propagadas em todos os níveis, internet, enfim, em todos os meios de comunicação, de alguma forma, direta ou indiretamente, divulgam o carnaval, e é muito difícil não sermos atingidos pelo ambiente do carnaval.

2º) Porque no retiro espiritual temos uma ótima oportunidade de aprendermos mais da Palavra de Deus e buscarmos ao Senhor em oração, sem os obstáculos do dia-a-dia, como, por exemplo, afazeres domésticos, trabalho, telefone, visitas, e tantas outras atividades que, lá no retiro, não nos serão uma concorrência com relação ao nosso tempo.

3º) Porque no retiro temos um agradável período de comunhão com os nossos irmãos, onde podemos estreitar nossos laços de amizade, fazermos novos amigos e até mesmo restaurarmos relacionamentos marcados por algum desentendimento.

Se você acredita que alguma destas três razões tem algum valor, você haverá de concordar que vale a pena ir ao retiro conosco. Se você pretende ficar em casa, ou não tem algum motivo relevante que o impeça de ir, repense, temos certeza de que o retiro será uma benção na vida de quem for. Vale ressaltar que falta de dinheiro não é motivo para você deixar de ir, para a igreja, o importante é a sua presença. Se você não tem os recursos necessários para ir, converse conosco, juntos solucionaremos as dificuldades, e não deixe de ser abençoado por causa desta situação. Queremos muito te ver lá.

Que Deus nos abençoe!

Pr. Celso Falleiro

domingo, 13 de janeiro de 2008

Culto no Ponto de Pregação em Campo Grande


Estas são algumas fotos tiradas hoje durante o culto realizado no ponto de pregação de nossa igreja em Campo Grande. Este é um trabalho ainda inicial, mas em crescimento. No momento há uma grande frequência de crianças e alguns adultos que moram na localidade. Alguns irmãos de outras igrejas, mas que moram próximos estão ajudando também neste trabalho.

As atividades do Ponto de Pregação são:

Domingos - Culto às 19 horas.
Segundas - Reunião de oração às 19 horas e 30 minutos.
Sextas - Estudo bíblico às 19 horas e 30 minutos.
As atividades serão ampliadas em breve.

Endereço: Rua Tarsila do Amaral, 56, na localidade conhecida como "São João"(acesso pela Estrada da Posse), no bairro de Campo Grande, Rio de Janeiro.



sábado, 29 de dezembro de 2007

Fotos do Domingo 16 de Dezembro de 2007


Aqui estão algumas fotos obtidas no domingo 16 de dezembro de 2007, durante o culto que o coral infantil apresentou uma cantata que contava o nascimento de Jesus Cristo.





domingo, 23 de dezembro de 2007

Ordenação de Presbíteros

Foram ordenados hoje ao ofício de Presbíteros os irmãos Marcelo dos Santos Silva e Hélio Moulin Curti Júnior. Que o Senhor nosso Deus abençoe estes irmãos que Ele mesmo chamou para esta obra.

Na foto abaixo o Rev. Celso instruindo os presbíteros e a Igreja durante o momento de ordenação.

Natal no viaduto de Bangu

Hoje pela manhã, as igrejas Presbiteriana Central de Senador Camará e Presbiteriana de Senador Camará, que doou roupas e brinquedos, realizou um culto natal com as crianças que moram embaixo e nas proximidades do viaduto de Bangu, em frente ao Colégio Daltro Santos.

O coral infantil apresentou uma cantata de natal, que conta a história de Jesus na linguagem infantil. A comissão de evangelização de nossa Igreja têm realizado uma escola bíblica aos sábados nesta localidade.

Na primeira foto(acima) vemos o Coral Infantil, e abaixo as crianças da localidade e o viaduto onde moram.


O primeiro trabalho que realizamos no viaduto de Bangu também foi registrado neste blog em junho de 2007. Clique aqui para ver.

sábado, 22 de dezembro de 2007

80 anos do Rev. Noé Machado Botelho

Nossa igreja participou hoje, na Igreja Presbiteriana de Senador Camará (nossa igreja-mãe), do culto em ações de graças ao nosso Deus pelos 80 anos de vida do Rev. Noé Machado Botelho, completados no último dia 20 de dezembro.

Durante o ministério do Rev. Noé na Igreja de Senador Camará foi comprado o terreno onde hoje está estabelecida a Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará. E durante muito tempo sua casa funcionou como base inicial dos trabalhos de nossa igreja. O Pastor Noé iniciou também o trabalho em diversas outras igrejas de nossa região, entre elas as igrejas de Santíssimo, Coqueiros e Vila Kennedy.

O mensageiro deste culto em ações de graças foi o Rev. Guilhermino Cunha, pastor da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.

Na foto abaixo estão o Rev. Noé, sua esposa Marly e seu filhos: Davi, Miriam, Damaris e Myria.


domingo, 16 de dezembro de 2007

Qual o problema em gostar um pouco de pornografia?

Qual o problema em gostar um pouco de pornografia?

Por: Rev. Augustus Nicodemus Lopes*

Afinal, o que é pornografia mesmo?
Alguém já disse que é mais fácil reconhecer a pornografia do que defini-la. Os dicionários nos dizem que pornografia é o caráter imoral ou obsceno de uma publicação. Material pornográfico é aquele que descreve ou retrata atos ou episódios obscenos ou imorais. Essas definições não ajudam muito pois conceitos como "obscenos" e "imorais" são bastante subjetivos no mundo de hoje. Classificar material pornográfico em "soft" (nudez e sexo implícito) e "hardcore" (sexo explícito contendo cenas de degradação, violência e aberrações) só ajuda didaticamente. Para muitos, Playboy é uma revista pornográfica. Para outros, não. Entretanto, da perspectiva da ética bíblica, a definição acima é mais que suficiente.

A popularidade da pornografia
É exatamente pela complexidade do assunto, agravado pela omissão de boa parte das igrejas no Brasil, que muitos evangélicos estão confusos quanto ao mesmo, e não poucos são viciados em alguma forma de pornografia. Aqui estão as minhas razões para essa constatação:

1) A tremenda popularidade da pornografia no mundo de hoje. Uma estatística de 1995 revelou que os americanos gastam mais em pornografia do que em Coca-Cola. Não é difícil de imaginar que a situação no Brasil não seria muito diferente. Até países antigamente fechados, como a China, em 1993 assistiu a uma enxurrada de material pornográfico em seus limites, após ter aberto, mesmo que um pouco, as suas fronteiras para receber ajuda estrangeira. Mensalmente, cerca de 8 milhões de cópias de revistas pornográficas circulam no Brasil. Em 1994 a venda de vídeos pornôs chegou perto de 500 milhões de dólares. Não é de se admirar que as locadoras reservam cada vez mais espaço nas prateleiras para esses vídeos. Segundo uma pesquisa, em 1992, 1 a cada 4 brasileiros assistiu a um filme de sexo explícito. O mesmo fizeram 13% das mulheres entrevistadas. Em 1995 esse número dobrou para os homens e aumentou um pouco em relação às mulheres.

2) A imensa facilidade para se conseguir material pornográfico no mundo de hoje. Como na maioria dos demais países "civilizados" (uma conhecida exceção é o Irã) material pornográfico pode ser encontrado e consumido facilmente no Brasil em diversas formas: cinema, canais abertos de televisão, televisão a cabo e no sistema "pay-per-view", internet, fitas de vídeo, CD-ROMs com material pornográfico, gravuras, exposições de arte erótica, livros, revistas e vídeogames, entre outros. Parece não haver fim à criatividade do homem em utilizar-se dos avanços tecnológicos para a difusão da pornografia. Como disse o escritor francês Restif de la Bretone no século 18, "La dépravation suit le progrès des lumières" ("A depravação segue o progresso das luzes").

O que tem de mais em ver pornografia?
Muito embora os evangélicos em geral sejam contra a pornografia (alguns apenas instintivamente) nem todos estão conscientes do perigo que ela representa. Menciono alguns deles em seguida:

1) Consumir deliberadamente material pornográfico é violar todos os princípios bíblicos estabelecidos por Deus para proteger a família, a pureza e os valores morais. A própria palavra "pornografia" nos aponta esse realidade. Ela vem da palavra grega pornéia, que juntamente com mais outras 3 palavras (pornos, pornê e pornéuo) são usadas no Novo Testamento para a prática de relações sexuais ilícitas, imoralidade ou impureza sexual em geral. Freqüentemente essas palavras de raiz porn- aparecem em contextos ou associadas com outras palavras que especificam mais exatamente o tipo de impureza a que se referem: adultério, incesto, prostituição, fornicação, homossexualismo e lesbianismo. O Novo Testamento claramente condena a pornéia: ela é fruto da carne, procede do coração corrupto do homem, é uma ameaça à pureza sexual e devemos fugir dela, pois os que a praticam não herdarão o reino de Deus. A pornografia explora exatamente essas coisas — adultério, prostituição, homossexualismo, sadomasoquismo, masturbação, sexo oral, penetrações com objetos e — pior de tudo — pornografia infantil, envolvendo crianças de até 4 anos de idade.

2) Consumir deliberadamente material pornográfico é contribuir para uma das indústrias mais florescentes do mundo e que, não poucas vezes, é controlada pelo crime organizado. Segundo um relatório oficial em 1986, a indústria pornográfica nos Estados Unidos é a terceira maior fonte de renda para o crime organizado, depois do jogo e das drogas, movimentando de 8 a 10 bilhões de dólares por ano. Acredito que o quadro é ainda pior hoje. A indústria da pornografia apoia e promove a indústria da prostituição e da exploração infantil. O dinheiro que pais de família gastam com pornografia deveria ir para o sustento de sua família. Alguns podem alegar que consomem apenas material soft contendo somente cenas de nudez — esquecendo que esse material é produzido pela mesma indústria ilegal que produz e distribui a pornografia infantil.

Pornografia e a escalada da violência
Não são poucos os relatórios feitos por comissões de pesquisadores que denunciam a estreita relação entre a pornografia e a crescente onda de estupros, assédio sexual e exploração infantil nos países "civilizados". Vários dos temas mais comuns em pornografia do tipo hardcore incluem cenas de seqüestro e estupro de mulheres, geralmente com espancamento e tortura, além de outras formas obscenas de degradação. A mensagem que a pornografia passa aos consumidores é que quando a mulher diz "não" na verdade está dizendo "sim", e que se o estuprador insistir, ela não somente aceitará como também passará a gostar. Assim, a violência contra a mulher é exposta como algo válido e normal. A mulher é vista como objeto sexual a ser usado ao bel-prazer dos homens.

Uma outra forma de hardcore é a pornografia infantil. Esse material exibe cenas de sexo envolvendo crianças e adolescentes. Em alguns casos, crianças aparecem assistindo a cenas de sexo oral por adultos, em outras, são violentadas e estupradas por adultos. Já em outras, fazem sexo entre si. Esse material ilegal, mórbido, desumano e obsceno está disponível pela Internet até mesmo em servidores estacionados em universidades federais, conforme denúncias de jornais em dias recentes. Grandes provedores têm seções onde usuários podem bater papo sobre sexo e trocar imagens de sexo explícito com crianças, algumas delas tão degradantes, segundo uma denúncia feito pelo Instituto Gutemberg em Julho de 1997, que faz da revista "Penetrações Profundas" uma publicação para freiras.

Associado com a pornografia hardcore está o surto de violência sexual contra as mulheres e crianças nas sociedades modernas onde esse material pode ser obtido facilmente. Estudos por especialistas americanos mostram que existe uma estreita relação entre pornografia e a prática de crimes sexuais. Eles afirmam que 82% dos encarcerados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes admitiram que eram consumidores regulares de material pornográfico. O relatório oficial do chefe de polícia americano em 1991 diz: "Claramente a pornografia, quer com adultos ou crianças, é uma ferramenta insidiosa nas mãos dos pedofílicos [viciados em sexo com crianças]". A pornografia está estreitamente associada ao crescente número de estupros nos países civilizados. Só nos Estados Unidos, o número conhecido pela polícia cresceu 500% em menos de 30 anos, que corresponde ao aumento da popularidade e facilidade em se encontrar material pornográfico. Cerca de 86% dos condenados por estupro admitiram imitação direta das cenas pornográficas que assistiam regularmente.

Crentes "voyeurs"?
Há boas razões para acreditarmos que o número de evangélicos no Brasil que são viciados em pornografia é preocupante. Pesquisadores estimam que nos Estados Unidos cerca de 10% dos evangélicos estão afetados. Considerando que no Brasil a facilidade de se obter material pornográfico é a mesma — ou até maior — que nos Estados Unidos, considerando que a igreja evangélica brasileira não tem a mesma formação protestante histórica da sua irmã americana, considerando a falta de posição aberta e ativa das igrejas evangélicas brasileiras contra a pornografia, como acontece nos Estados Unidos, não é exagerado dizer que provavelmente mais que 10% dos evangélicos no Brasil são consumidores de pornografia. Talvez esse número seja ainda conservador diante do fato conhecido que os evangélicos no Brasil assistem mais horas de televisão por dia que muitos países de primeiro mundo, enchendo suas mentes com programas que promovem a violência e o erotismo, e assim abrindo brechas por onde a pornografia penetre e se enraize.

Mais preocupante ainda é a probabilidade de que grande parte desse percentual é de jovens evangélicos adolescentes. Uma pesquisa feita por Josh McDowell em 22 mil igrejas americanas revelou que 10% dos adolescentes havia aprendido o que sabiam sobre sexo em revistas pornográficas. 42% deles disse que nunca aprendeu qualquer coisa sobre o assunto da parte de seus pais. E outros 10% confessaram ter assistido a um filme de sexo explícito nos últimos 6 meses. Uma extrapolação, ainda que conservadora, para a realidade das igrejas brasileiras é de deixar pastores e pais em estado de alarme.

O escândalo envolvendo o pastor Jimmy Swaggart em 1988 revelou abertamente uma outra face do problema, que há pastores evangélicos que também são viciados em pornografia. Uma pesquisa feita em 1994 entre pastores evangélicos americanos revelou uma relação estreita entre o consumo de pornografia e a infidelidade conjugal. Por causa do receio de serem apanhados e de estragarem seus ministérios, muitos pastores optam por consumir pornografia como voyeurs a praticar o adultério de fato, embora alguns acabem eventualmente caindo na infidelidade prática. Quando eu me preparava para escrever esse ensaio, li diversos artigos sobre pornografia publicados em revistas americanas e européias de aconselhamento pastoral. Muitos deles são abertamente dirigidos para ajudar pastores viciados em pornografia.

Falta de decência
Infelizmente parece que estamos nos acostumando à falta de decência. Tornamo-nos como os pagãos. Temos a mesma atitude que eles têm para com a nudez e a exposição dos órgãos sexuais. A arqueologia revelou que em muitas das paredes dos templos pagãos cananitas, que foram destruídos pelos israelitas quando conquistaram a terra (Lv 26.1; Nm 33.52), havia desenhos de órgãos sexuais masculinos e femininos. Essas são as formas mais antigas de pornografia que conhecemos. Os cananitas aparentemente representavam os órgãos genitais nas paredes para excitar os adoradores e estimulá-los à prática da prostituição sagrada. Os israelitas, em contraste, tinham uma atitude totalmente diferente quanto à exposição dos órgãos sexuais. Em suas Escrituras Sagradas estava escrito que Deus cuidou em cobrir a nudez do primeiro casal após a queda (Gn 2:25; 3:7-10). Havia uma preocupação em que as vestimentas cobrissem os órgãos genitais, ao ponto de que havia uma determinação na lei de Moisés de que o sacerdote deveria ter cuidado para não subir as escadas do altar de forma a deixar que seus órgãos genitais ficassem expostos (Dt 20:26). Cão, o filho de Noé, foi condenado por ter visto a nudez de seu pai. A própria Bíblia se refere à genitália de forma reservada, usando às vezes eufemismos como "nudez" (Lv 18), "pele nua" (Ex 28.42), "membro viril" (Dt 23.1), "entre os pés" (Dt 28.57) e "parte indecorosa" (1 Co 12.23), só para citar alguns exemplos.

Podemos fazer alguma coisa, sim!
Acredito que os pastores e as igrejas evangélicas no Brasil podem fazer algumas coisas: ler os estudos e relatórios sobre os efeitos da pornografia feitos por comissões especializadas; pregar sobre o assunto e especialmente dar estudos para grupos de homens; desenvolver uma estratégia pastoral para ajudar os membros das igrejas que são adictos à pornografia; não esquecer que muitos pastores podem precisar de ajuda eles mesmos; criar comissões que se mobilizem ativamente contra a pornografia, utilizando-se dos dispositivos legais que o permitam (uma possibilidade é encorajar os políticos evangélicos a tomar posições bem definidas contra a pornografia); desenvolver uma abordagem que trate da sexualidade de forma bíblica, positiva e criativa; tratar desses temas desde cedo com os adolescentes da Igreja expondo o ensino bíblico de forma positiva; orar especificamente pelo problema.

Não estou pregando uma cruzada de moralização, embora evidentemente a igreja evangélica brasileira poderia tirar bastante proveito de uma. A pornografia é um mal de graves conseqüências espirituais e sociais embora não acredite que devamos fazer dela o inimigo público número 1, como algumas organizações moralistas e fundamentalistas dos Estados Unidos. Afinal de contas, a raiz desse problema — e de outros — é o coração depravado e corrompido do homem, que só pode ser mudado pelo Evangelho de Cristo. Hitler conseguiu em 4 anos banir da Alemanha todas as formas de pornografia e perversão e incutir na geração jovem de sua época a aspiração por altos valores morais e pela pureza da raça ariana. Os motivos eram errados e o projeto de Hitler acabou no desastre que conhecemos. Não acabaremos com a depravação moral somente com leis e discursos políticos. Jack Eckerd, um empresário milionário dono de um negócio que rendia mais de 2,5 milhões de dólares por ano, ao se converter a Cristo em 1986, determinou que todas as publicações pornográficas vendidas em suas 1.700 lojas fossem retiradas, mesmo que isso significasse a perda de alguns milhões de dólares anuais. Quando o coração é mudado as mudanças morais seguem atreladas.

* Augustus Nicodemus Lopes é pastor presbiteriano (IPB), mestre e doutor em Interpretação Bíblica (África do Sul, Estados Unidos e Holanda), chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de exegese, Bíblia, pregação expositiva no Centro Presbiteriano de Pós Graduação Andrew Jumper, da IPB, autor de vários livros. Escreve no blog O Tempora, O Mores! (http://tempora-mores.blogspot.com)

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Convite: Ordenação de Presbíteros

Convite: Ordenação de Presbíteros

A Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará convida a todos para o culto no domingo dia 23 dezembro de 2007, às 19 horas, quando serão ordenados ao ofício de Presbíteros os irmãos Hélio Moulin Curti Júnior e Marcelo da Silva Santos.

Venha louvar a Deus conosco pela vida desses irmãos que atenderam ao chamado do Senhor para o serviço em sua Igreja.

Nosso endereço é Rua Antenor Ferreira, 50, próximo à Estrada do Taquaral, bairro Senador Camará, Rio de Janeiro.

domingo, 25 de novembro de 2007

Das profundezas clamo ao Senhor

Das profundezas clamo ao Senhor


Salmo 130

1 Das profundezas clamo a ti, SENHOR.
2 Escuta, Senhor, a minha voz; estejam alertas os teus ouvidos às minhas súplicas.
3 Se observares, SENHOR, iniqüidades, quem, Senhor, subsistirá?
4 Contigo, porém, está o perdão, para que te temam.
5 Aguardo o SENHOR, a minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra.
6 A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã,
7 espere Israel no SENHOR, pois no SENHOR há misericórdia; nele, copiosa redenção.
8 É ele quem redime a Israel de todas as suas iniqüidades.



Introdução – No fundo do poço.

A primeira frase do Salmo 130 diz: “Das profundezas clamo a ti, Senhor”. Por esta frase já podemos saber que o autor deste salmo ao escrevê-lo estava passando por um momento de sofrimento. Era um momento difícil em sua vida, e isso o fazia clamar por socorro a ponto de pedir que Deus prestasse atenção ao seu sofrimento, como indicado no versículo dois. Percebe-se que o salmista estava realmente angustiado.

Muitos outros salmos falam de alguém pedindo auxílio a Deus para serem livrados das perseguições de inimigos, da maldade de outras pessoas e até mesmo do juízo, injúrias e calúnias levantadas por opositores. Mas este não é o caso deste Salmo.

Neste Salmo não há um perseguidor. Não há indicação de perigo físico. Não há caluniador. O que faz então o salmista das profundezas clamar ao Senhor? Usando uma linguagem popular, o que faz o salmista se sentir “no fundo do poço”?

Reconhecendo que estamos no fundo do poço.

A partir do versículo três começamos a perceber que o problema do salmista estava nele mesmo. O Salmista foi levado às profundezas, ou “fundo do poço”, por seus próprios pecados. No versículo quatro o salmista fala do perdão de Deus. No versículo sete fala sobre misericórdia e redenção. No versículo oito fala sobre remissão de pecados. E tudo isso com ligação nos versículos cinco, seis e sete que falam sobre a esperança em Deus. Ou seja, o salmista tinha a esperança do perdão, da misericórdia, a redenção e da remissão dos pecados.

O salmista tinha consciência da sua condição de pecador, e de sua tendência para praticar o mal, ou iniqüidades como o texto se refere. Ele sabia que se não fosse a misericórdia do Senhor nem ele mesmo estaria vivo. No versículo três ele faz um pergunta que na verdade é uma afirmação: “Se observardes, Senhor, as iniqüidades, quem, Senhor, subsistirá?”. Esta mesma consciência está presente no versículo 3 do Salmo 53, quando Davi diz: “Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há um quem faça o bem, não há nem sequer um.” E isso é confirmado pelo Apóstolo Paulo em Romanos 3, versículos 9 a 18.

Assim como o salmista, todos nós precisamos ter a consciência de que somos pecadores. É preciso reconhecer que sem a misericórdia do Senhor nenhum de nós resistiria. “Não há quem faça o bem, não há nem se quer um”, “Não há justo, nem um sequer”, estas afirmações devem estar sempre diante de nós para que nunca o orgulho ou a presunção de que somos melhores que os outros tome conta de nossas mentes. Precisamos nos humilhar e reconhecer nossa condição de pecadores, e perceber que esta nossa condição nos leva para as profundezas, para o fundo do poço.

Alguém ainda pode alguém achar que não é tão pecador assim. Afinal, a maioria das pessoas não mata, não rouba e não faz mal aos outros. Porém muitas vezes o nosso orgulho nos impede de ver que nós mentimos, agimos de falsidade contra um irmão, levantamos fofocas, deixamos de ajudar, e pior, não vivemos uma vida de santidade para com Deus, a quem afirmamos seguir. E por tudo isso esquecemos de pedir perdão a Deus humildemente. Quando agimos assim, mesmo que não estejamos percebendo, estamos nas profundezas, no fundo de um poço.

E ninguém está livre de estar no fundo do poço, por mais “santo” que alguém possa parecer, ou por mais importante que seja o cargo que alguém ocupe. Ninguém, na nossa condição de humanos, está acima do bem e do mal. A bíblia dá exemplos disso através da vida de Davi, que foi um escolhido de Deus para dirigir seu povo, mas várias vezes pecou. Pedro, um dos apóstolos escolhidos diretamente por Jesus e um dos mais próximos a ele, desceu às profundezas após negar Jesus três vezes.

O apóstolo Paulo também tinha consciência da sua condição de pecador. Veja o que diz Romanos 7, versículos 14 a 24:

14 - Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.
15 - Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.
16 - Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
17 - Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim.
18 - Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.
19 - Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.
20 - Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.
21 - Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.
22 - Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
23 - mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.
24 - Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?

Eu repito: precisamos nos humilhar e reconhecer nossa condição de pecadores, e perceber que esta nossa condição nos leva para as profundezas, para o fundo do poço.

Saindo do fundo do poço.

E agora que reconhecemos que nossos pecados nos levam para as profundezas, permaneceremos para sempre nelas? Nunca mais sairemos do fundo do poço? Quando reconhecemos nossa condição de pecadores e humildemente nos voltamos para Deus, começamos a sair das profundezas. O salmista reconheceu e depositou todas as suas esperanças em Deus. Ele sabia que as misericórdias do Senhor são maiores que nossos pecados. Após perguntar sobre quem resistiria se Deus observasse as iniqüidades, ele mesmo afirma: “Contigo, porém, está o perdão, para que te temam”.

A esperança do salmista, para sair das profundezas em que se encontrava, era somente em Deus e na sua Palavra. No versículo 4 ele afirma: “Aguardo o Senhor, a minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra”. Para sairmos do mais profundo poço que o pecado nos joga, não há outra maneira a não ser Deus, através de Jesus Cristo. No evangelho de João, capítulo 14 versículo 6, Jesus afirma: “Eu sou o caminho, e a verdade,e a vida; ninguém vem ao pai senão por mim”. Da mesma maneira podemos afirmar que Jesus é a escada, e ninguém sai do fundo do poço a não ser através dele.

A esperança do salmista, e a certeza dessa esperança eram tão intensas que ele usou uma comparação com os guardas que esperam ansiosamente o dia amanhecer. Quando um soldado guarda algo durante uma noite, o que ele mais quer e que amanheça para que ele possa estar mais seguro. Uma noite para um soldado em guarda pode parecer muito longa, mas ele tem a certeza que após a noite vem a manhã. Da mesma maneira, o salmista sabia que sua redenção estava no Senhor. O salmista desejava, também, compartilhar com outras pessoas esta esperança na redenção do Senhor. Nos versículos 7 e 8 ele sugere a Israel que também esperasse no Senhor.

Nós, da mesma maneira que o salmista, precisamos esperar no Senhor. Em meio aos nossos problemas, muitas vezes causados por nós mesmos, precisamos buscar auxílio e esperar no Senhor. Não adianta suplicar e clamar para qualquer outra coisa, a não ser o Senhor. Só nele está a nossa redenção e remissão dos pecados.

O Apóstolo Paulo na continuação do texto que citamos anteriormente, após chegar ao ponto de afirmar que por causa do pecado ele era um homem desaventurado e pergutar o que o livraria da morte, afirma em Romanos 7, versículo25 até o capítulo 8 versículos 1 e 2 :

25 - Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.
1 - Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
2 - Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.

Nossos pecados podem nos levar ao mais profundo poço, mas em Deus através de Jesus Cristo, somos resgatados não há o que possa nos condenar.

A.F.H.

domingo, 18 de novembro de 2007

Um ano mais de vida... - UPA

Um ano mais de vida... - UPA

É com muita alegria que comemoramos neste mês mais um ano de vida da nossa União Presbiteriana de Adolescentes. Assim como festejamos o aniversário das crianças, nos alegramos com os nossos adolescentes.

A Escritura Sagrada reconhece a força do jovem e estimula-o a engajar todos os esforços em prol da obra do Senhor. Em I João 2.12-14 a bíblia afirma: “Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome. Pais, eu vos escrevo, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevo, porque tendes vencido o Maligno. Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno”. Dentro desta perspectiva bíblica, também estimulamos nossos adolescentes a abandonarem os seus pecados, pedindo perdão ao Senhor; a conhecerem cada dia mais àquele que existe desde o princípio; a continuar vencendo o mal; a renovarem em Deus as forças e a guardar a Palavra de Deus no coração, praticando-a dia a dia.

A Escritura também nos fala de José, um adolescente que nos serve de modelo no que tange a fidelidade a Deus, e que, por causa desta fidelidade, foi tremendamente abençoado em todos os dias de sua vida. Todos nós também podemos ser bem-aventurados se formos, assim como José foi, fiéis ao Senhor.

Deus abençoe os adolescentes da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará! Que vocês cresçam cada vez mais em graça, amor, misericórdia e paz! Nunca desanimem, e não se esqueçam: “adolescente atrai adolescente”.

Pr. Celso Falleiro

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Um ano mais de vida... - UCP

Um ano mais de vida... - UCP

Nos evangelhos temos o registro de Jesus Cristo dando uma ênfase à inserção das crianças no reino de Deus. Em Mateus 19:13-15 está escrito: “Trouxeram-lhe então algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, disse: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus. E, tendo-lhes imposto as mãos, retirou-se dali”.

O ministério voltado para crianças e das crianças são muito importantes, e isto ocorre por vários motivos: Primeiro, porque assim como nos ensina o texto acima citado, as crianças têm os mesmos direitos que os adultos de se achegarem a Jesus. Segundo, porque um trabalho realizado pelas crianças tem mais aceitação de outras crianças do que realizado por adultos; em outras palavras, os adultos têm que empenhar mais esforços do que as crianças para atingir os mesmos resultados que as crianças alcançam. Terceiro, uma boa liderança deve ser treinada desde a infância, e o trabalho infantil é o espaço ideal para este treinamento de liderança, garantindo a manutenção de líderes na igreja.

Graças a Deus pela compreensão da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará da importância do trabalho evangelístico com crianças. Aproveitamos a oportunidade para agradecer também a todas as irmãs e irmãos que têm se dedicado abnegadamente a este ministério tão gratificante e empolgante, mas que ao mesmo tempo é desgastante e cansativo.

Louvamos ao Senhor pelo aniversário da U.C.P. (União de Crianças Presbiterianas) da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará, por estas crianças que foram alcançadas pela graça salvadora do nosso senhor e salvador Jesus cristo. Parabéns às nossas crianças, que vocês continuem sempre nos caminhos do Senhor, crescendo no Seu temor, conhecimento, sabedoria e graça.

Que Deus os abençoe!

Pr. Celso Falleiro

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Primeiro Aniversário da Igreja

Na última quarta-feira, dia 31 de outubro de 2007, a Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará realizou um culto em louvor ao Nosso Deus em comemoração pelo primeiro aniversário de organização de nossa Igreja, o primeiro aniversário de ordenação de nosso pastor, Rev. Celso Falleiro, e os 490 anos da Reforma Protestante.

Este culto foi organizado em conjunto com o Presbitério Novo Oeste Rio (PNOR), e estavam presentes irmãos e os pastores que compõem este presbitério. O mensageiro da noite foi o Rev. Hamilton Pereira, presidente do PNOR e pastor da Igreja Presbiteriana de Senador Camará, que foi a igreja que inicou e organizou a nossa Igreja.

Veja a seguir algumas fotos deste culto e um link para um video com a Igreja cantando "Castelo Forte":


Coral Feminino


Coral da Igreja


Coral Infantil


Rev. Hamilton Pereira (Mensageiro da noite), Rev. Celso Falleiro (Pastor da Igreja), Rev. Cesar Alexandre (Igreja Presbiteriana de Santíssimo), Rev. Oseas Velasco (Igreja Presbiteriana de Vila Terra Brasil) e Rev. Luiz Sérgio Pacheco (Igreja Presbiteriana de Coqueiros)

Parte dos irmãos presentes.


Equipe de Louvor




A Igreja cantando Castelo Forte

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Um ano mais de vida

UM ANO MAIS DE VIDA...


Amados irmãos, um ano de organização desta igreja se completa nesta semana e podemos testemunhar que até aqui nos ajudou o Senhor. Estamos felizes porque o Senhor tem suprido todas as necessidades de nossa igreja e certos de que Ele tem planos grandiosos para cada um de nós. Mais que isto, não tenho dúvida de que esta igreja foi plantada nesta localidade com um propósito divino, e que a partir de então assumimos a responsabilidade de levar a frente este propósito de Deus, pois somos parte integrante neste projeto.

Quando Deus resolve usar esta igreja como um instrumento nas Suas potentes mãos a fim de abençoar esta região, nós, membros desta igreja, formamos esta ferramenta para a ação de Deus. Se não fizermos o que nos cabe, Deus ainda sim realizará a Sua obra, pois nenhum dos planos de Deus são frustrados e a obra que Ele inicia, Ele é fiel para completá-la, contudo, seremos cobrados por Ele por tudo o que deveríamos fazer e não fizemos.

Portanto, estamos agradecidos a Deus pelo sustento, sabedores de que temos uma missão a cumprir e cientes de que temos também responsabilidades. Logo, neste momento em que completamos mais um ano de organização, vale ressaltar as palavras do Senhor a Josué como um estímulo a cada um de nós: “Sê forte e corajoso, porque tu farás a este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. Tão somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para direita nem para a esquerda, para que sejas bem sucedido por onde quer que andares... Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, por onde quer que andares”. (Js 1. 6,7 e 9)

Estamos em festa, PARABÉNS À IGREJA PRESBITERIANA CENTRAL DE SENADOR CAMARÁ. Que Deus continue nos abençoando!

Pr. Celso Falleiro

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Por que estudar a Bíblia?

Por que estudar a Bíblia?

Neste trimestre, na escola dominical, estamos estudando sobre o tema ensino. Logicamente este ensino está embasado nas Escrituras Sagradas, em outras palavras, o ensino que estudamos está fundamentado na Bíblia. Mas será que este tema é realmente importante? Por que devemos estudar a Bíblia?

Esta pergunta pode parecer fora de propósito, mas existem pessoas que acabam não estudando a Bíblia porque estão apegadas a alguns mitos. Alguns vão afirmar que a Bíblia é um livro muito complexo e que somente os teólogos altamente especializados e com treinamento técnico podem entendê-la de fato. Percebam que este argumento fora usado pela Igreja Romana por centenas de anos, tem em vista que a interpretação de um leigo pode conter equívocos e gerar heresias. Foi necessário ocorrer a Reforma Protestante para que as pessoas comuns tivessem acesso às Escrituras. Outros alegam que o problema não é o de entendimento do conteúdo, mas que a Bíblia é enfadonha, cansativa e que alguns minutos de leitura são suficientes para terem sono.

Graças a Deus, que nos faz entender que argumentos como estes são apenas mitos. A Bíblia Sagrada é absolutamente clara, tanto um leitor simples sem muita instrução, quanto um erudito ou um intelectual podem entender da mesma forma a mensagem básica da Bíblia. Por isso, devemos abraçar este livro sem receios, sabendo que a leitura da Bíblia é uma coisa, mas o estudo dela é outra absolutamente diferente.

Devemos estudar a Bíblia porque a própria Bíblia muito nos diz sobre a importância de estudá-la. Em Deuteronômio 6, Deus soberanamente ordena que sua Palavra seja ensinada com toda diligência, de forma a penetrar no coração. Em II Tm 3.14-17, há uma exortação central e básica para nossa compreensão da importância do estudo da Bíblia, que requer uma investigação cuidadosa.

Em última instância, devemos estudar a Bíblia porque ela é a uma revelação. Todo o conhecimento produzido pelo homem é de fato uma riqueza, mas nada se compara ao conhecimento que vem de Deus e a Bíblia é a auto-revelação de Deus para o homem.

Que Deus nos ajude a cada dia estudarmos mais a Bíblia. Que Deus os abençoe!
Pr. Celso Falleiro

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

... guerras e rumores de guerras ...

E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
(Palavras de Jesus Cristo em Mateus 24:6 )

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O Globo

Guerra sangrenta
Operação na Favela da Coréia deixa 12 mortos, entre eles um menino de 4 anos

Publicada em 17/10/2007 às 21h00m
Ana Cláudia Costa - O Globo, Camilo Coelho - Extra, CBN e Jornal Nacional


RIO - Duas favelas da Zona Oeste viveram nesta quarta-feira um dia de guerra, com a operação feita pela Polícia Civil nas comunidades da Coréia e do Taquaral, em Senador Camará, com cerca de 300 homens. Um menino de quatro anos, um policial civil e dez supostos traficantes morreram. O delegado da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) Rodrigo Oliveira foi baleado e levado de helicóptero para o Hospital Miguel Couto, na Zona Sul. Outra criança de dez anos ficou ferida por bala. Doze pessoas suspeitas de ligação com o tráfico foram presas. Mais quatro policiais foram atingidos por tiros. Foram apreendidos uma metralhadora ponto 30, cinco fuzis, seis pistolas, quatro grandas, rádios de comunicação, drogas, munição e motos e carros roubados.


- Dentro do nosso ponto de vista operacional e dentro daquilo que nós vínhamos planejando e que a inteligência produziu, a operação conseguiu sem dúvida nenhuma desarmar grande parte do grupo que atuava naquela área - afirmou o secretário de segurança pública, José Mariano Beltrame.


Menino de quatro anos foi atingido dentro de casa


A criança morta é Jorge Kauã Silva de Lacerda. O menino morreu ao ser atingido por um tiro no coração, na Favela da Coréia. Segundo a polícia, a casa onde bandidos se escondiam foi cercada. Os criminosos lançaram uma granada e houve tiroteio. Uma bala teria entrado na casa do menino. Ele chegou a ser levado para o Hospital Albert Scheitzer, em Realengo, mas não resistiu aos ferimentos. O policial que morreu seria lotado na Polinter, mas não há ainda a identificação dele. O delegado Rodrigo Oliveira foi baleado na coluna cervical, está internado no Hospital Miguel Couto e não terá seqüelas.


No início da tarde, traficantes teriam atirado contra o helicóptero da Polícia Civil e se refugiaram na parte alta de um morro. As imagens do repórter cinematográfico Rogério Lima mostram que, depois de escapar de um esconderijo, dois bandidos tentam fugir pelo mato. Os policiais dispararam contra os fugitivos e um deles se esconde atrás de uma pedra. O outro bandido acaba caindo. Os dois morreram.


Os policiais seguiram pela manhã em comboio pela Avenida Brasil. Eles buscavam um paiol de armas do tráfico e teriam ocupado uma fortaleza dos bandidos na Coréia. O clima ficou tenso até as 14h, quando a polícia começou a desocupar as favelas. Depois disso, porém, o helicóptero da Polícia Civil continuava sobrevoando o local.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

DEIXAI VIR A MIM OS PEQUENINOS...

Mensagem Pastoral de 14 de outubro de 2007

DEIXAI VIR A MIM OS PEQUENINOS...

Neste último dia 12 comemorou-se o dia das crianças. É um dia marcante, na qual são lembrados os direitos das crianças, campanhas de ação social são desenvolvidas e presentes são distribuídos às crianças. Mas durante todo o ano, a sociedade dispensa a mesma atenção às crianças como no dia 12 de outubro? E a Igreja do Senhor, tem atentado para a importância das crianças para o reino de Deus?

O Senhor Jesus Cristo despertou os discípulos para esta realidade: As crianças são parte integrante e participativa do reino de Deus. No evangelho de Lucas encontramos: “Traziam-lhe também as crianças, para que as tocasse; e os discípulos, vendo, os repreendiam. Jesus, porém, chamando-as para junto de si, ordenou: deixai vir a mim os pequeninos, e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele” (Lc 18.15-17).

Amados irmãos, vivemos tempos muito difíceis. Especialmente, em relação às crianças, o ataque do mundo (que jaz do maligno) tem sido implacável. A tentativa de torná-las rebeldes, desprovidas de valores morais saudáveis, potenciais libertinos no que tange à sexualidade, sem compromisso com a sociedade e violentas é constante, basta querer enxergar.

Cabe a todos nós, a começar em mim, apoiarmos todo esforço em prol das crianças, dar todo o suporte àquelas(es) que já se engajaram e se doam neste ministério, enfim, investirmos pesado na educação (que começa em casa), no cuidado, na atenção e na instrução dos ensinamentos da Escritura Sagrada.

Deixemos os pequeninos virem a Jesus, porque deles é o reino dos céus. Que Deus nos abençoe!

Pr. Celso Falleiro

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Free Burma! - Myanmar Livre!


Free Burma!


A população de Myanmar (antiga Birmânia) iniciou, em 15 de agosto de 2007, uma série de protestos pacíficos contra a degradação da economia, a situação difícil do país, e a favor da democracia. Estes protestos foram violentamente reprimidos pelo governo, causando várias mortes.

Sites e blogs de todo o mundo se uniram numa campanha pela liberdade em Myanmar (antiga Birmânia) , recolhendo assinaturas para uma petição mundial.

E os Cristãos de todo mundo estão sendo convocados para intercederem em orações por este país, clamando a Deus para o fim da violência.

Para participar desta campanha, acesse http://www2.free-burma.org

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Fotos do domingo, 30 de setembro de 2007

Algumas fotos do domingo, 30 de setembro de 2007, durante o encerramento da escola dominical.

Homenagem aos membros da terceira idade.
Homenagem aos membros da terceira idade.

Todos os secretários da Igreja.


Irmã Marly falando à Igreja.

sábado, 22 de setembro de 2007

A providência de Deus e o sofrimento do crente

A PROVIDÊNCIA DE DEUS E O SOFRIMENTO DO CRENTE
(Mensagem pastoral de 16 de setembro de 2007)

Amados irmãos, acreditamos que existe uma relação entre o sofrimento do crente e a providência divina, a qual nos faz enfrentar a dor de modo positivo e tirar todo proveito possível dela.

Alguns propósitos de Deus com relação ao sofrimento do crente são desenvolver nele uma capacidade de compaixão pelos outros, corrigir caminhos equivocados, confirmar o valor de sua fé, aperfeiçoar-lhe o caráter, manifestar a Graça Divina e ajudá-lo a crescer no conhecimento de Deus.

Vale lembrar também as palavras do apóstolo Paulo em Rm 5:3,4: "E não somente isto, mas também nos gloriemos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança , experiência; e experiência, esperança." Logo, percebemos que o sofrimento do cristão não é como o do incrédulo, pois é um sofrimento com uma finalidade. Se por um lado, o sofrimento dos incrédulos tem o peso de não ter o que esperar, tendo em vista que não há Salvador nem vitória sobre o mal para eles porque não crêem nas promessas de Deus; por outro, o sofrimento do cristão conduz à perseverança, à firmeza, à constancia e à paciência, porque ele tem vínculo com a esperança .

Amados irmãos, Deus nos ajude a passar pelos sofrimentos confortados pela Sua Palavra. Em momentos de dor, tragam à memória as palavras do apóstolo Paulo em Rm 8:18: "os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória a vir ser revelada em nós." Que Deus nos abençoe!

Pr. Celso Falleiro

terça-feira, 4 de setembro de 2007

UM DIA SEM DROGAS, no Bairro do Caju

Um grupo de igrejas evangélicas do Bairro do Caju, na zona portuária da cidade do Rio de Janeiro, enviou o pedido de oração e divulgação abaixo:



PODERIA UM COMPLEXO DE "FAVELAS" EM UM BAIRRO DO RIO DE JANEIRO FICAR UM DIA SEM MOVIMENTAR O TRÁFICO DE DROGAS?

É o que acontecerá no dia 7 de setembro de 2007 no bairro do Caju.

A bandeira do UM DIA SEM DROGAS será mostrar à população do Rio de Janeiro que a Igreja do Senhor Jesus Cristo tem Autoridade dada por Deus para mudar a história de uma Cidade.

As igrejas evangélicas do Caju entenderam que o diabo tem ocupado espaços que são do Senhor e de sua Igreja, por herança, e por isso, se uniram e começaram a orar e a trabalhar de forma intensa para acabar com o tráfico de drogas no Caju.

Para o dia 7 de setembro, será feita aos traficantes a proposta de ficar UM DIA SEM MOVIMENTAR O TRÁFICO DE DROGAS NA REGIÃO.

Estamos unindo forças com várias pessoas, Igrejas, Associações, ONGs, Órgãos Públicos e Privados de todo o RJ, numa grande mobilização evangelística e social em todo o bairro do Caju, pois acreditamos que esse dia marcará o início de uma grande transformação para toda a nossa Cidade.

Faça parte do UM DIA SEM DROGAS! Você pode se comprometer em várias áreas: intercessão, evangelismo de rua, evangelismo de crianças, evangelismo estratégico, teatro, ação social, saúde, educação, orientação profissional, esportes, patrocínio, divulgação etc.

Se você se importa com o Rio, a hora é essa!!! Engaje-se!

Entre em contato conosco!

pr.fabioramoss@ig.com.br
liabrito@uol.com.br

Tel.: 8883-2420
3895-2420
3295-0799

Blog da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará - http://ipcentralcamara.blogspot.com