segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dia Nacional de Ações de Graças

Clique na imagem para ampliar

Dia 26 de Novembro de 2009, quinta-feira, 19 horas e 30 minutos

domingo, 15 de novembro de 2009

Cinco princípios fundamentais do conhecimento de Deus que os cristãos possuem

Cinco princípios fundamentais do conhecimento de Deus que os cristãos possuem

Durante este ano, estamos estudando sobre o tema: Conhecimento de Deus – uma questão de sobrevivência. A partir dele, desenvolvemos uma série de estudos que têm o objetivo de abordar aspectos diferentes do tema seguindo tópicos que nos levam a este conhecimento, a saber, o Espírito Santo, a Palavra e o Caráter de Cristo, estudados nos quadrimestres deste ano.

Nesta pastoral, destacaremos cinco princípios fundamentais do conhecimento de Deus que os cristãos possuem, aos quais não podemos esquecer ou desconhecer. Estas verdades são citadas por J.I.Packer, no seu livro “O conhecimento de Deus”.

1.Deus falou aos homens, e a Bíblia é sua Palavra, que nos foi dada a fim de nos tornar sábios para a salvação.

2.Deus é Senhor e Rei deste mundo; ele governa todas as coisas para sua glória, mostrando sua perfeição em tudo o que faz, a fim de que homens e anjos possam louvá-lo e adorá-lo.

3.Deus é Salvador, ativo em amor soberano mediante o Senhor Jesus Cristo para salvar os crentes da culpa e do poder do pecado, adotá-los como filhos e assim abençoá-los.

4.Deus é triúno. Há em Deus três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e a obra da salvação é operada pelos três ao mesmo tempo: o Pai propõe a redenção, o Filho a assegura e o Espírito a aplica.

5.Piedade significa responder à revelação de Deus com confiança, obediência, fé, adoração, oração, louvor, submissão e serviço. A vida deve ser vista e vivida à luz da Palavra de Deus. Isto, e nada mais, é a verdadeira religião.

Que Deus nos ajude a apreender as verdades do evangelho como forma de edificação das nossas vidas. Deus nos abençoe!

Pr. Celso Falleiro

domingo, 8 de novembro de 2009

Projeto de Lei 122/2006. Qual sua posição?

Projeto de Lei 122/2006. Qual sua posição?

Amados irmãos, o Projeto de Lei 122/2006 tem sido muito debatido e está próximo de ser votado no Senado Federal. Mas você sabe do que ele trata? Se sua resposta é sim, parabéns, pois você está bem informado (a) sobre questões de relevância nacional e quem tem aplicação direta em nossas vidas, neste caso, da liberdade dos evangélicos. Se sua resposta é não, tentarei nesta pastoral expor a idéia principal do projeto, mas cabe aos irmãos buscar mais informações sobre o assunto, tendo em vista que o espaço para exposição de idéias é bem pequeno.

O Projeto de Lei 122/2006, conhecido como Projeto de Lei contra a homofobia, trata do comportamento social em relação aos homossexuais a partir da ótica e dos pressupostos homossexuais. O PL 122/2006 foi criado, em tese, para combater a discriminação contra os homossexuais e protegê-los contra as conseqüências danosas do preconceito em relação à sua opção sexual.

O problema é que, na prática, o projeto trata como homofóbicos todas as pessoas que discordam da prática homossexual e regulamenta um padrão de comportamento social em relação aos homossexuais para todas as pessoas que não são homossexuais, e não somente aos, de fato, homofóbicos. Na realidade, o projeto usa o termo homofóbico apenas como uma chamada sensacionalista, um pretexto, atingindo, de fato, qualquer cidadão que pense diferente deles. Vale ressaltar que muitos setores da sociedade brasileira, em particular os evangélicos, discordam da prática homossexual não por “pré-conceito”, por ter uma opinião antecipada sem conhecer os fatos, mas por ter um conceito firmado em relação ao assunto, e neste caso, pautado nas Escrituras Sagradas.

Somado a isto, preocupa-nos no projeto a proposta de criminalização de qualquer ato ou expressão de pensamento que, na “loucura homossexual”, seja entendida como homofóbica. Por exemplo, se um patrão demitir um funcionário homossexual, ou deixar de admitir um candidato homossexual, ele pode ser preso. Se um pastor pregar, à luz da bíblia, que o homossexualismo é pecado, ele pode ser preso.

Procure saber mais sobre o assunto, mas diante deste brevíssimo exposto, qual a sua posição? A minha é CONTRÁRIA À PL 122/06, pois este projeto é uma mordaça à minha liberdade de expressão e uma algema à minha liberdade religiosa. Deus os ilumine!

Pr. Celso Falleiro

A REFORMA, A ORGANIZAÇÃO E A ORDENAÇÃO

A REFORMA, A ORGANIZAÇÃO E A ORDENAÇÃO
(publicado no boletim da Igreja no dia 01 de novembro de 2009)

Todos os anos, nesta data, 31 de outubro, vivemos um momento singular em nossa igreja. É um período de festa, reflexão e alegria, tendo em vista os fatos significativos que estão atrelados à história da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará.

A primeira razão não é exclusividade nossa, mas motivo de comemoração de todos os irmãos que abraçam a fé evangélica a partir dos princípios resgatados ao cristianismo pela Reforma Protestante no século XVI. Alguns destes princípios, embasados nas Escrituras Sagradas, e defendidos, neste período, por Martinho Lutero, norteiam (ou deveriam nortear) a fé de todos aqueles que se dizem cristãos. Apenas para relembrar, as principais bandeiras da Reforma são: Supremacia da Bíblia sobre a tradição (sola scriptura), salvação somente pela graça (sola gratia), justificação pela fé (solo Cristo), supremacia da fé pelas obras (sola fide), sacerdócio universal dos cristãos (soli Deo glória).

A segunda razão, até poderia ser uma exclusividade da nossa igreja, mas tenho a certeza de que é motivo de alegria e gratidão a Deus de todos os irmãos e amigos que nos amam e por todos os que desejam ver o crescimento do Reino de Deus nesta região. São três anos de adoração a Deus, proclamação da Palavra, ensino, ação social, comunhão e testemunho cristão neste bairro. Quanto já fizemos? A despeito de algumas críticas quanto ao que temos ou somos, deve-se sempre levar-se em consideração o tempo de existência da igreja, que para os padrões da IPB, acreditamos que temos uma estrutura considerável. Contudo, isto não é motivo para pensarmos que está tudo muito bom. Temos a lucidez de constatar que temos que melhorar muito, trabalhar muito, nos dispor mais, evangelizar mais, orar mais, amarmo-nos mais, ofertarmos mais...

A terceira razão é pessoal, pois o primeiro pastor desta igreja organizada foi ordenado no mesmo dia da organização desta. Fico extremamente grato a Deus pelo privilégio de começar o meu ministério nesta igreja. Foi muita bondade do Senhor me permitir iniciar uma caminhada de tanta responsabilidade e em um período de aprendizado mais do que qualquer outra coisa, amparado por amigos, amigos que são mais chegados que irmãos. Estamos em festa! Deus nos abençoe!

Pr. Celso Falleiro

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fotos do 3º Aniversário da Igreja - Passeio do dia 02 de novembro - Segunda

Veja algumas fotos do Terceiro Aniversário da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará. Abaixo fotos do passeio no dia 02 de novembro de 2009, segunda ao Sítio Santa Teresinha.











Fotos de Hélio e Rosiane

Fotos do 3º Aniversário da Igreja - Culto do dia 01 de novembro - Domingo

Veja algumas fotos do Terceiro Aniversário da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará. Abaixo fotos do culto no dia 01 de novembro de 2009, domingo. O mensageiro da noite foi o Rev. Márcio Temponi, da Igreja Presbiteriana de Benfica.



















Fotos de Hélio e Rosiane

Fotos do 3º Aniversário da Igreja - Culto do dia 31 de outubro - Sábado

Veja algumas fotos do Terceiro Aniversário da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará. Abaixo fotos do culto no dia 31 de outubro de 2009, sábado. O mensageiro da noite foi o Rev. Davi Marques, da Igreja Presbiteriana de Senador Camará, nossa igreja mãe.







Fotos de Hélio e Rosiane

Fotos do 3º Aniversário da Igreja - Culto do dia 30 de outubro - Sexta

Veja algumas fotos do Terceiro Aniversário da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará. Abaixo fotos do culto no dia 30 de outubro de 2009, sexta-feira. O mensageiro da noite foi o Seminarista Diego Brito, da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.






Fotos de Hélio e Rosiane

domingo, 25 de outubro de 2009

Um ano mais de vida

Um ano mais de vida

A propósito do terceiro aniversário da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará

Diz a letra do hino: “um ano mais de vida, guardou-vos o Senhor...”. É importante não perdermos de vista a perspectiva do autor deste hino de gratidão, de que é o Senhor que nos guarda pela ação do Seu amor derramado em favor de cada um de nós. Se a Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará completa mais um ano de organização, é porque da mesma maneira que o Senhor cuida de nós, ele cuida da congregação dos salvos chamados para o Reino do Seu amor.

Além do Seu cuidado, também devemos atentar para as sua exigências ao Corpo de Cristo. As Sagradas Escrituras nos ensinam que a vontade de Deus é que a Igreja anuncie o evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ensina também que Noiva, que é a Igreja, aguarde o Noivo, que é Jesus Cristo, com as suas lâmpadas acessas, ou seja, que a Igreja esteja ceia do Espírito Santo de Deus.

Logo, com este espírito de gratidão por mais um ano de organização da nossa amada Igreja, que será comemorado no próximo final de semana, devemos reconhecer o cuidado, o sustento, a provisão e o direcionamento do Senhor; assim como reconhecer que tudo aquilo que foi conquistado foi porque o Senhor nos possibilitou tais vitórias. Por outro lado, temos que ter a sensatez de perceber e admitir que muita coisa ainda está por fazer, e que muitas outras precisam ser mudadas em nossa igreja, e mudadas para melhor.

Amados irmãos, que continuemos a desenvolver aquilo que é bom e positivo em cada um de nós, e colocando os nossos dons a serviço do Reino de Deus. Que tenhamos a coragem de mudar aquilo que não presta e tem sido danoso para o Reino. Que possamos falar como o apóstolo Paulo, “esquecendo-me das coisas que para trás ficam, e avançando para aquelas que adiante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo”. Que Deus continue a nos abençoar.

Pr. Celso Falleiro

sábado, 24 de outubro de 2009

Nosso aniversário: a partir da próxima sexta

Nossa Igreja está completando 3 anos de organização. Venha agradecer a Deus conosco.

Veja a programação dos dias 30 de outubro a 02 de novembro de 2009:

30/10 - Sexta - 19:30 h
Mensageiro: Rev. Evaldo Beranger (I. P. Rio - Catedral Presbiteriana)

31/10 - Sábado - 19:30 h
Mensageiro: Rev. David Marques (I. P. Senador Camará)

01/11 - Domingo - 19:00 h
Mensageiro: Rev. Márcio Temponi (I. P. Benfica)

02/11 - Segunda - Feriado
Passeio ao Sítio Santa Terezinha

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Fotos do Dia das Crianças 2009

A Igreja comemorou hoje o dia das crianças, com uma tarde toda dedicada a elas. As crianças ouviram histórias da Bíblia, participaram de brincadeira e ganharam brindes e doces. Vejam algumas fotos:







domingo, 11 de outubro de 2009

Dia das crianças na Escola Dominical

A Escola Dominical de nossa Igreja comemorou hoje o Dia da Crianças. Veja algumas fotos.

sábado, 3 de outubro de 2009

Dia das Crianças 2009


Deus cuida de você como um jardineiro cuida das flores do jardim

Venha conhecer mais desse Deus que cuida de nós

Dia 11 de outubro - domingo - 19 h
Dia 12 de outubro - segunda - 14:30 h

3º Aniversário da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará


Nossa Igreja está completando 3 anos de organização. Venha agradecer a Deus conosco.

Veja a programação dos dias 30 de outubro a 02 de novembro de 2009:

30/10 - Sexta - 19:30 h
Mensageiro: Rev. Evaldo Beranger (I. P. Rio - Catedral Presbiteriana)

31/10 - Sábado - 19:30 h
Mensageiro: Rev. David Marques (I. P. Senador Camará)

01/11 - Domingo - 19:00 h
Mensageiro: Rev. Márcio Temponi (I. P. Benfica)

02/11 - Segunda - Feriado
Passeio ao Sítio Santa Terezinha

sábado, 26 de setembro de 2009

Fotos do Encontro de Corais

O Coral Levitas do Rei organizou hoje o primeiro encontro de corais em nossa Igreja. Além do nosso coral estiveram presentes o coral da Igreja Presbiteriana em Vila Terra Brasil e o coral da Igreja Presbiteriana em Padre Miguel.

Foi uma noite abençoada de louvor e adoração ao nosso Deus. Veja algumas fotos:












quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Encontro de Corais: Próximo Sábado.

O Coral Levitas do Rei, convoca toda a igreja para estarmos adorando o nosso Deus no Grande Encontro de Corais em nossa igreja no próximo sábado, dia 26/09 às 19:30 h.

Traga um visitante! Com certeza será uma benção.

domingo, 20 de setembro de 2009

Dia da Escola Dominical

Dia da Escola Dominical
HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL

Os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.

O primeiro trabalho promovido pela Igreja Presbiteriana em nosso país, em língua portuguesa, foi a Escola Dominical. Isso aconteceu no Rio de Janeiro, no dia 22 de abril de 1862. A escola foi dirigida pelo Rev Ashbell Green Simonton, missionário presbiteriano.

A Escola Dominical é o principal instrumento de evangelização e instrução. Geralmente, ela nasce antes da Igreja, e o seu rol de alunos é, quase sempre, maior do que o rol de membros da Igreja. Sem ela seria muito difícil levar o evangelho até os confins da terra.
O terceiro domingo de setembro foi a data reservada pela Igreja Presbiteriana para a comemoração do Dia da Escola Dominical.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Fotos do Culto da Independência

No último domingo realizamos o Culto da Independência, e também a comemoração dos aniversariantes do trimestre. Veja algumas fotos:






quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Twitter da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará

Siga o Twitter da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará.

Acesse http://twitter.com/ipcentralcamara

domingo, 30 de agosto de 2009

150 anos da IPB na Praça da Apoteose

Ontem foi realizada na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, a Grande Cruzada de Ações de Graças pelos 150 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil. Alguns irmãos de nossa igreja participaram do evento junto com a caravana da Igreja Presbiteriana de Senador Camará, que forneceu um ônibus.

Veja algumas fotos fornecidas pelo irmão fotógrafo Paulo César:














quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Independência e vida com Jesus!

Culto da Independência - dia 06 de Setembro de 2009 - 19 horas

Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará


Rua Antenor Ferreira 50 - Senador Camará - Rio de Janeiro - RJ

domingo, 23 de agosto de 2009

A sutileza dos sinais da perseguição que nos rodeia - Parte Final

A SUTILEZA DOS SINAIS DA PERSEGUIÇÃO QUE NOS RODEIA
(Parte Final)

Nos últimos dois domingos, temos lembrado aos irmãos que, na América Latina, ainda que não percebamos como algo explícito, existe uma perseguição aos cristãos, a qual tem crescido veladamente não apenas geograficamente, com o aumento de atitudes prejudiciais aos valores cristãos, especialmente por causada força que existe no mundo atual para se obter posturas sociais, econômicas ou políticas semelhantes entre países que cooperam entre si, como resultado de um processo sem volta de globalização; mas também com relação à intensidade dos ataques, os quais têm sido cada vez mais fortes.

Na semana passada tivemos a notícia de uma nova lei promulgada na Venezuela que, a título de reformar a educação daquele país, reformula tudo o que já existia com base na tradição cristã, advinda da colonização espanhola, que carregava uma fortíssima influência cristã da Igreja Católica Romana. A nova lei de reforma educacional, idealizada pelo governo do presidente Hugo Chávez, extirpa qualquer tipo de ensino religioso na Venezuela, e proíbe que os conteúdos programáticos nas escolas tenham qualquer indício de ensinos religiosos, e isto inclui valores, conceitos ou histórias, ainda que sejam verdadeiros e úteis na formação do ser humano. Chávez acredita que em uma sociedade balizada pelos ideais socialistas, não pode haver influência de “utopias” como os ensinos religiosos. Esta reforma é tão radical em relação ao ensino religioso que universidades importantes, com qualidade reconhecida internacionalmente e com presença em vários países do mundo, terão de fechar as portas na Venezuela, como, por exemplo, o caso das Pontifícias Universidades Católicas – PUCs ou os excelentes colégios de padres ou conventos. Para os irmãos terem uma idéia comparativa, se essa lei entrasse em vigor no Brasil, o melhor colégio do país de ensino médio teria que fechar as portas, a saber, o Colégio São Bento, no Rio de Janeiro, de direção Católica.

Meus irmãos, os dias são maus. Fique esperto e observe os sinais da volta de Cristo. Hoje, estão proibindo o ensino religioso. Nos Estados Unidos, há proibição nas escolas de alguns estados, ensinos bíblicos como o criacionismo. Amanhã, estarão fechando igrejas. Diante deste quadro, qual a sua postura? O que devemos fazer, como cristãos, nestes dias difíceis? Que Deus nos ajude a responder com sabedoria estas questões. Que Deus nos abençoe!

Pastor Celso Falleiro

domingo, 16 de agosto de 2009

A sutiliza dos sinais das perseguições que nos rodeiam - Parte 2

A SUTILEZA DOS SINAIS DA PERSEGUIÇÃO QUE NOS RODEIA
(parte II)

Na semana passada, citamos o avanço da perseguição religiosa na América Latina, e que, em alguns países como Cuba, Colômbia e México a perseguição é aberta e intensa. Por outro lado, destacamos a partir da matéria da revista Portas Abertas, edição de agosto, a perseguição que ocorre de forma sutil em outros países como Bolívia e Brasil.

Com relação ao Brasil, a matéria expõe o que, a seguir, é reproduzido na íntegra: “No Brasil o PL 122/06 passou despercebido e foi aprovado na Câmara dos Deputados. Hoje ele e o PL 6418/2005 tramitam no Senado e na Câmara, respectivamente, e se propõem a garantir que os homossexuais não sofram atos de violência, preconceito ou violação dos direitos civis, com o que nós concordamos. Mas, ao mesmo tempo em que luta por direitos legítimos, fere a Constituição Federal de 1988, no artigo 5º, inciso VI: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença”.
Além de ferir a constituição, prevê detenção de um a três anos para quem for condenado por injúria ou intimidação ao expressar um ponto de vista moral, filosófico ou psicológico contrário dos homossexuais e, ainda, coloca em risco o confisco de trechos da Bíblia relacionados a esse tema.

O grande risco que a Igreja Livre assim como a brasileira corre, é não perceber que seu direito à fé pode ser limitado devido à intolerância secular, ou seja, a intolerância do sistema do mundo com opiniões, atitudes, crenças e o modo de ser que reprova ou julga falso. Essa é uma grande batalha proposta a cada um de nós e a vitória permitirá que as futuras gerações exerçam o direito a fé livremente em nosso país.

Pastor Celso Falleiro

Continua na próxima pastoral

Fonte: Revista Portas Aberta, vol 27 nº 08.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

150 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil


150 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil


Basta uma simples busca no Google (portal de pesquisa bastante utilizado mundialmente) para perceber que um dos grandes eventos históricos de 1859 no Brasil é a chegada do rev. Ashbel Green Simonton na manhã de 12 de agosto. O jovem missionário, de 26 anos, chegava a um país grandioso, imperial, reinado por dom Pedro II. "É um lugar lindo, o mais singular e radiante que jamais vi (...) estou pronto para desembarcar", relatou o pastor em seu diário.

O rev. Ashbel, ordenado pastor há poucos meses, chegou à capital do império, na época o Rio de Janeiro, vindo de Baltimore, Estados Unidos. Foram quase dois meses de viagem até o início da realização do seu plano de servir a Deus em solo brasileiro.

O belo Brasil, descrito por Simonton, possuía seu lado obscuro. Naquele ano, homens, mulheres e crianças de pele negra ainda eram obrigados a trabalhar para grandes senhores. O país atravessava uma crise em relação à saúde pública. Doenças como tuberculose (considerada o mal do século 19) e febre amarela causavam transtornos e sérias preocupações, mesmo após a superação de uma epidemia de cólera.

Porém, alguns fatores contribuíram, de certa maneira, para a chegada de Simonton ao Brasil, como o processo de urbanização da cidade do Rio de Janeiro e o anseio por reformas mais profundas na sociedade, fruto dos ideais iluministas da época. Sabe-se que muitos protestantes já haviam pisado em solo brasileiro, contudo, as te ntativas foram fracassadas, já que a coroa portuguesa não via com bons olhos a presença de protestantes em sua maior colônia, oficialmente católica.

Em 1859 Simonton encontrou uma terra que já desfrutava de certa liberdade religiosa e aceitava a presença de protestantes em seu solo. À entrada do Rio de Janeiro pôde avistar o Pão de Açúcar e o Corcovado. "Sentiria dificuldade em descrever a emoção que tomou conta de mim ao ver aqueles picos altaneiros dos quais tenho ouvi do falar e lido tantas vezes, os quais me dizem que a viagem terminou e cheguei ao meu novo lar e
campo de trabalho", resumiu o pastor.

Em seu diário, o missionário mal conseguiu descrever suas sensações perante o desejo de desembarcar no Rio de Janeiro. Estava feliz e, ao mesmo tempo, sentia temor perante o tamanho de sua responsabilidade. Apesar de não falar o idioma português, o pastor logo iniciou seus trabalhos e fez seus primeiros contatos com estrangeiros.

Até a data de seu falecimento, em 1867, o missionário presenciou fatos importantes da época, tais como o lançamento do primeiro periódico protestante do Brasil - a Imprensa Evangélica, a organização do Presbitério do Rio de Janeiro, e a criação de um seminário teológico.

De 12 de agosto de 1859 a 12 de agosto de 2009, muito se pode dizer a respeito da IPB. A instituição se expandiu, cresceu e consolidou suas bases no Brasil. Hoje traz à memória sua trajetória de vida e reflete a respeito do tamanho da responsabilidade de expandir o reino de Deus pela propagação do evangelho - a mesma descrita por Simonton há 150 anos - e dar continuidade à missão traçada por seus pioneiros.

Texto: Caroline Santana Pereira (Rede Presbiteriana de Comunicação- Portal IPB)
Material Consultado:
MATOS, Alderi Souza (org). O Diário de Simonton. São Paulo, Editora Cultura Cristã, 2002
________________________Os pioneiros presbiterianos do Brasil. São Paulo, Editora Cultura Cristã, 2004

domingo, 9 de agosto de 2009

Homenagem aos Pais e agradecimento pelas ofertas de Missões

Fotos da Escola Dominical do dia 09 de Agosto de 2009, com agradecimento pelo dia dos Pais e pelas ofertas de Missões.
































A sutileza dos sinais da perseguição que nos rodeia

A SUTILEZA DOS SINAIS DA PERSEGUIÇÃO QUE NOS RODEIA

Neste mês de agosto, nós, presbiterianos dedicamos uma especial atenção à causa missionária. Por esse motivo, além de realizarmos campanha em prol de recursos para ajudar irmãos no campo missionário, trazermos missionários para pregar em nossas igrejas, entre outras realizações, também destinaremos o espaço da pastoral para falarmos deste tema, MISSÕES.

Chama-nos a atenção a matéria publicada na revista “Portas Abertas” do mês de agosto, na qual aborda a sutileza da perseguição religiosa nos países da América Latina. Enquanto países como Cuba e Colômbia recebem imposições que restringem o exercício da fé, Bolívia e Brasil recebem ataques tão camuflados que podem se tornar imperceptíveis. Três aspectos contribuem para o avanço desta perseguição disfarçada: a visão pluralista, que reconhece a diversidade e, ao ser aplicada à religião, pode acarretar perigos à liberdade religiosa; o relativismo, que resultante dessa postura nos desencoraja a expressar nossas convicções, e reforça a mensagem de que todas as religiões levam a Deus de forma positiva e o sincretismo religioso, que possibilita o surgimento de leis anti-conversão e a proibição da evangelização e do testemunho cristão.

Antes de comentarmos alguns fatos que denotam perseguição religiosa sutil, vale definir melhor alguns conceitos citados no parágrafo anterior:

1. Visão pluralista – Conjunto de idéias segundo as quais os sistemas políticos, sociais e culturais podem ser interpretados como o resultado de fatores de uma pluralidade de grupos autônomos, porém interdependentes.

2. Relativismo – Doutrina segundo a qual os valores morais não apresentam validade universal e absoluta.

3. Sincretismo – Fusão de elementos culturais diversos, ou de culturas distintas ou de diferentes sistemas sociais.

Na Bolívia, o projeto constitucional do governo Morales estabelece várias mudanças, como a definição ambígua de “família”, que pode abrir caminho para o casamento entre homossexuais. Até onde esse direito não ferirá o dos cristãos de não aprovarem relacionamento entre pessoas do mesmo sexo?

Pastor Celso Falleiro

Continua na próxima pastoral

Fonte: Revista Portas Aberta, vol 27 nº 08.

sábado, 8 de agosto de 2009

Festa de Missões 2009: Veja algumas fotos

Pela terceira vez a nossa Igreja realizou a Festa de Missões. Esta festa tem o objetivo de arrecadar ofertas para o envio de missionários da Igreja Presbiteriana.

Veja algumas fotos:














Para ver as fotos da Festa de Missões de 2008, clique aqui.

Para ver as fotos da Festa de Missões de 2007, clique aqui.

domingo, 2 de agosto de 2009

Festa de Missões 2009: Próximo sábado.

Nó próximo sábado, 08 de agosto de 2009, a partir das 09 horas, a nossa igreja vai realizar a sua Festa de Missões, com o objetivo de arrecadar verbas para o envio aos missionários. Haverá comida, brincadeiras, música e várias atividades.

Participe e traga um amigo.

Veja como foi a Festa de Missões do ano passado clicando aqui.

sábado, 25 de julho de 2009

Gripe Suína (H1N1 - Influenza A) - Saiba quais são os sintomas e como se prevenir

Quanto tempo pode durar o vírus vivo em uma superfície?
R: Até 10 horas.

Qual a utilidade do álcool para limpar as mãos?
R: Deixa o vírus inativo e mata-o.

Qual é o meio mais eficaz de infecção deste vírus?
R: O ar não é a forma mais eficaz de transmissão do vírus, o fator mais importante para a fixação do vírus é a umidade, (revestimento do nariz, boca e olhos), o vírus não voa e não atinge mais de um metro distância.

É fácil a infectar-se em aviões?
R: Não é um meio propício.

Como posso evitar a infecção?
R:Não levar as mãos ao rosto, olhos, nariz e boca. Não ter contato com pessoas doentes. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

Qual é o período de incubação do vírus?
R: Em média 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase que imediatamente.

Quando você deve começar a tomar medicação?
R: Se tomada até 72 horas depois, as perspectivas são muito boas, a melhora é de 100%.

Qual é a forma como o vírus entra no corpo?
A: Contato ao dar a mão ou beijar na bochecha. Ele penetra pelo nariz, boca e olhos.

O vírus é letal?
R: Não, o que provoca a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é pneumonia

Quais os riscos dos familiares de pessoas que morreram?
R: Elas podem ser portadoras e formam uma cadeia de transmissão.

A água nas piscinas transmite o vírus?
A: Não, porque ele contém substâncias químicas e clorados

O que faz o vírus para provocar a morte?
R: Uma cascata de reações, tais como insuficiência respiratória, a pneumonia grave é a causa da morte.

Quando pode iniciar o contágio, mesmo antes ou só quando os sintomas ocorrem?
R: Desde que se tenha o vírus antes dos sintomas

Qual é a probabilidade de recaída com a mesma doença?
R: 0%, pois fica-se imune ao vírus.

Onde é que o vírus se encontra no meio ambiente?
R: Quando uma pessoa contagiada tosse ou espirra , o vírus pode permanecer em superfícies lisas, como portas, dinheiro, papéis, documentos, desde que haja umidade. Uma vez que não se pode esterilizar o ambiente é extremamente recomendada higiene das mãos.

O vírus ataca mais os asmáticos?
R: Sim, esse pacientes são mais sensíveis, mas este é um germe novo, todos são igualmente suscetíveis.

A máscara é útil para cobrir a boca?
R: Há algumas melhores do que outras, mas se você for saudável é contraproducente, pois o vírus, por seu tamanho, atravessa-a como se ela não existisse e usando a máscara, é criado dentro da área do nariz e da boca um microclima úmido favorável ao desenvolvimento do vírus. Mas se você já está infectado, é melhor usá-la para evitar infectar outras pessoas, neste caso ela é relativamente eficiente.

Posso fazer exercício ao ar livre?
R: Sim, o vírus não vai para o ar e não tem asas.

Existe alguma vantagem em tomar vitamina C ?
R: Não serve de nada para evitar a infecção por este vírus, mas ajuda a resistir aos sintomas.

Quem está a salvo da doença ou quem é menos suscetível?
R: Não há ninguém a salvo, o que ajuda é a higiene dentro de casa, escritório, utensílios e não ir a lugares públicos.

Será que o vírus se move?
R: Não, o vírus não tem nem pernas nem asas, só com um empurrão para entrar no interior do corpo.

Os bichos de estimação podem propagar o vírus?
R: Este vírus não, talvez alguns outros vírus.

Se eu for a um velório de alguém que morreu deste vírus posso infectar-me?
R: NÃO.

Qual é o risco de mulheres grávidas com o vírus?
R: As mulheres grávidas têm o mesmo risco de qualquer pessoa, mas é por dois, elas podem tomar antivirais em caso de infecção, mas com rigorosa supervisão médica.

O feto pode ter lesões se uma mulher grávida é infectada por este vírus?
R: Não sabemos o que pode acontecer, pois é um vírus novo.

Posso tomar ácido acetilsalisílico (aspirina)?
R: Não é recomendado, pode causar outras doenças, a menos que tenha sido receitado para problemas coronários, nesse caso, deve-se continuar.

Existe alguma vantagem em tomar antivirais antes dos sintomas?
R: Não é bom.

As pessoas com HIV, diabetes, aids, câncer, etc. podem ter mais complicações do que uma pessoa saudável, quando do contágio pelo vírus?
R: Sim.

A gripe convencional poderia tornar-se Influenza A?
R: NÃO.


O que mata o vírus?
R: O sol, mais de 5 dias no ambiente, o sabão, os antivirais específicos, o álcool gel.


O que fazer para prevenir infecções, nos hospitais, para outros pacientes que não têm o vírus?
R: Isolamento

O álcool gel é eficaz?
R: Sim, muito eficaz.

Se eu sou vacinado contra a gripe sazonal eu estou segura?
R: Não serve de nada, ainda não há vacina para o vírus.

Quem foi infectado por este vírus e está saudável, é imune?
R: Sim.


Quais medidas as pessoas que trabalham devem tomar?
R: Lave as mãos várias vezes ao dia.

Eu posso pegá-lo ao ar livre?
R: Se as pessoas estão infectadas e tossem ou espirram perto de você, pode acontecer, mas o ar é um meio de pouco contágio.

Acesse também:

sexta-feira, 17 de julho de 2009

IPB 150 anos: Próximos eventos no Rio de Janeiro


ENSAIO GERAL DO GRANDE CORAL
Dia 18 de julho às 10h
Local: Na Catedral - Regente: Regina Campelo

DIA NACIONAL DO ADOLESCENTE PRESBITERIANO E DIA DO JOVEM PRESBITERIANO
Dia 25 de julho
10 h às 15 h – Comunhão
15 h às 18 h Culto
Local: Catedral

FEIRA DAS NAÇÕES
Dia 08 de agosto das 10 às 16 horas
Local: Catedral

PRÉ-CRUZADA EVANGELÍSTICA
Dia 08 de agosto as 15 horas
Promoção: Presbitério Rio Norte
Local: Estádio do Olaria Atlético Clube (Rua Bariri Nº251 - Olaria - RJ)
Pregador: Revº Jeremias Pereira
Participação: Grupo Unção de Deus, Orquestra da Igreja Maranata, Coral de crianças do SRJ, Coral e bandas.

REUNIÃO DA COMISSÃO EXECUTIVA DO SC/IPB
Dias 11 e 12 de agosto
Promoção IPB
Local: Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro
Eventos: Reunião da CE, Recepção de 30 delegações estrangeiras

EVENTOS DO DIA 12 DE AGOSTO
Dia 12 de agosto
10 hs – Inauguração do Monumento Escultórico Interativo do Casal Missionário ASHBEL e HELEN SIMONTON
Local: Porto do RJ na Praça Mauá – Local da chegada de Simonton
19h30min- Ato Cívico Religioso da chegada de SIMONTON ao Brasil
Pregador: Revº Roberto Brasileiro – Presidente do Supremo Concílio da IPB
Local: Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

CONGRESSO DE AÇÃO SOCIAL
Dias 27,28 e 29 de agosto, a partir das 9:00 h
Promoção RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social)
Local: Catedral e Hotel Presidente

GRANDE CRUZADA NACIONAL DA AÇÕES DE GRAÇAS PELOS 150 ANOS DA CHEGADA DE SIMONTON AO BRASIL
Dia 29 de agosto a partir das 15 h – “FAMÍLIAS COM DEUS EM ORAÇÃO”
Local: PRAÇA DA APOTEOSE
Mensageiro: Revº Hernandes Dias Lopes
Participação: GRANDE CORAL, ORQUESTRA, CONJUNTOS E SOLISTAS

Mais informações no site http://www.ipb150anos.com.br

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A relevância da Teologia de Calvino para o século 21

Hoje, 10 de julho de 2009, se comemora 500 anos do nascimento do Reformador João Calvino, e por isso reproduzimos aqui um texto extraído do site do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, do Instituto Presbiteriano Mackenzie.

A RELEVÂNCIA DA TEOLOGIA DE CALVINO PARA O SÉCULO 21

Lyle D. Bierma*

Introdução

No seminário norte-americano em que eu e o professor Carl Bosma ensinamos – Calvin Theological Seminary – eu leciono uma matéria intitulada “Teologia Cristã Global”. Nessa matéria nós lemos livros e ensaios escritos por teólogos de fora da Europa e da América do Norte – teólogos da África, Ásia e América Latina. Muitos desses escritos são bastante críticos da teologia do Ocidente (Europa e América do Norte). Por exemplo, alguns teólogos evangélicos latino-americanos que nós temos lido afirmam que os missionários protestantes trouxeram para a América Latina uma teologia avivalista e negadora do mundo vinda diretamente do evangelicalismo americano. A preocupação básica dessa teologia era a alma, não o corpo; a salvação individual, não mudanças sociais; a vida futura, não a vida aqui na terra. O evangelho que esses missionários trouxeram estava voltado somente para as necessidades “espirituais” dos seres humanos. Abordar coisas que estivessem fora dessa esfera espiritual seria recair no liberalismo teológico e em um tipo de evangelho social. Segundo esses críticos, a teologia ocidental nunca se contextualizou adequadamente na América Latina. Em conseqüência disso, não emergiu nenhuma teologia autóctone na América Latina até o surgimento da teologia da libertação nos anos 60 e 70. O protestantismo ocidental, e a teologia que fazia parte do mesmo, era simplesmente mais uma religião imposta a esta parte do mundo. Ele não abordou nem refletiu com seriedade o contexto latino-americano para o qual havia vindo.

Esses teólogos não-ocidentais fazem ainda outras críticas à teologia ocidental: ela tem uma orientação excessivamente abstrata e filosófica, está organizada de maneira excessivamente sistemática, é excessivamente racional e lógica, está ligada muito de perto às ideologias políticas e às estratégias econômicas do Ocidente, e é por demais alienada da realidade, ou seja, aparentemente está inconsciente da maneira pela qual a vida é experimentada pela maior parte da população mundial. Quase que se pode imaginar esses críticos dizendo o seguinte sobre o nosso tema: “Como é que a teologia de João Calvino, um europeu ocidental que viveu há quase quinhentos anos, pode ter qualquer relevância para o século 21 – especialmente para a igreja fora do Ocidente?”

Eu não estou aqui para defender a teologia ocidental dessas acusações. Na realidade, entendo que existe alguma verdade nessas críticas, muito embora elas sejam um tanto simplistas. O que pretendo fazer nesta oportunidade é avaliar essas alegações no caso de um teólogo ocidental, a saber, João Calvino. Por verdadeiro que seja que a teologia ocidental tem pouca relevância hoje – especialmente para os cristãos do chamado “Mundo Majoritário” ou Hemisfério Sul – creio que isso não é verdade no que diz respeito à teologia de Calvino. Existe relevância, até mesmo uma relevância transcultural, em grande parte da teologia de Calvino – não somente com respeito ao seu conteúdo, mas também e especialmente com respeito a toda a sua maneira de abordar a teologia, isto é, como ele encarava a natureza e o objetivo da reflexão teológica.
Nesta oportunidade vou me limitar a considerar a relevância contemporânea de apenas dois aspectos da teologia de Calvino: (1) a maneira como ele relacionou a teologia com a piedade e (2) a maneira como ele relacionou a teologia com a sociedade. Piedade e sociedade. Porém, para aqueles que não estão muito familiarizados com o homem Calvino, eu gostaria inicialmente de apresentar uma breve síntese da sua vida.

1. A Vida de Calvino

João Calvino nasceu em 1509 no norte da França. Quando era um menino de 14 anos, ele mudou-se para Paris a fim de estudar latim e artes, obtendo os graus de bacharel e de mestre com cerca de 17 anos. Nesses anos em Paris, ele sofreu a influência do movimento reformista do final da Idade Média conhecido como humanismo cristão, um programa de reforma educacional, cultural e eclesiástica baseado no estudo de textos clássicos e cristãos antigos. Inicialmente o pai de Calvino havia pretendido que o filho realizasse estudos avançados de teologia e se tornasse um homem da igreja; todavia, devido a seus problemas recentes com a Igreja Católica, ele acabou direcionando o jovem Calvino para o estudo do direito civil. Nos cinco anos seguintes Calvino estudou com vistas ao grau de direito nas universidades de Orléans e Bourges, e paralelamente começou a estudar grego. Durante esses anos na escola de direito ele também se comprometeu com a fé protestante e começou a pregar ocasionalmente.

Após a sua formatura em direito, Calvino continuou a estudar grego (e talvez hebraico) e iniciou o que parece ter sido uma carreira acadêmica como um erudito humanista protestante – ensinando e escrevendo nas áreas de direito e teologia. Todavia, sendo um protestante em um país católico, ele foi obrigado a mudar-se com freqüência e eventualmente teve de fugir da própria França. No verão de 1536, Calvino se deteve para pernoitar em Genebra, Suíça, a caminho de Estrasburgo, Alemanha. Foi convencido por Guilherme Farel, um dos líderes protestantes de Genebra, a permanecer ali e auxiliá-lo na reforma da cidade. Calvino concordou com relutância e iniciou o seu trabalho como pastor e preletor de Bíblia. Todavia, as elevadas expectativas morais de Calvino e Farel com relação aos habitantes de Genebra, que havia abraçado o protestantismo recentemente, causaram a expulsão desses homens dois anos mais tarde, e Calvino finalmente se fixou em Estrasburgo. Ali ele trabalhou como professor universitário e pastor de uma igreja de refugiados franceses, sob a orientação de Martin Bucer, o grande reformador de Estrasburgo. Durante sua estadia de três anos nessa cidade, Calvino também publicou o primeiro de seus muitos comentários da Bíblia e se casou com a viúva de um ex-anabatista.

Em 1541 Calvino foi convidado a voltar para Genebra e ali permaneceu até a sua morte 23 anos mais tarde. Ele não ficou sem inimigos, mas grande parte da oposição política às suas reformas desapareceu em meados da década de 1550, e os últimos dez anos da sua vida foram pacíficos e produtivos. Além de pregar e ensinar, Calvino continuou a oferecer conselhos políticos aos órgãos dirigentes de Genebra, embora nunca tenha ocupado nenhum cargo público e não tenha se tornado um cidadão oficial de Genebra até 1559. Ele também persuadiu as autoridades políticas a construírem uma academia teológica em Genebra, que logo se tornou o seminário reformado mais importante da Europa. Nos últimos anos de sua vida, ele concluiu a quinta e última edição das Institutas da Religião Cristã, um sumário de teologia que havia atingido 1500 páginas. A academia de Calvino, seus escritos teológicos e suas milhares de cartas a igrejas e indivíduos fora de Genebra ampliaram a sua influência em toda a Europa, e por ocasião da sua morte em 1564 ele já era conhecido como um reformador internacional. Como alguns de vocês talvez saibam, em 1556 Calvino e seus colegas até mesmo enviaram a uma pequena colônia francesa no Brasil vários jovens de Genebra, dois dos quais se tornaram os primeiros pastores protestantes a atravessarem o Oceano Atlântico. Hoje a influência de Calvino ainda é sentida ao redor do mundo nos lugares em que se difundiu o cristianismo reformado e presbiteriano.

2. Teologia e Piedade

Voltemos agora às duas maneiras sugeridas anteriormente nas quais a teologia de Calvino é relevante para a igreja mundial no século 21. Essas duas maneiras tem a ver não tanto com o conteúdo da teologia de Calvino, mas com toda a sua maneira de fazer teologia.
Em primeiro lugar, vejamos como Calvino relaciona teologia e piedade. A primeira edição dasInstitutas de Calvino, em 1536, tinha o seguinte título longo e interessante – “Institutas da Religião Cristã, contendo virtualmente toda a soma da piedade e tudo o que necessita ser conhecido sobre a doutrina da salvação: Uma obra que vale a pena ser lida por todos os cristãos que têm zelo pela piedade”. Para começar, trata-se de “institutas”. Institutio em latim significa algo como “instrução básica”, “compêndio” ou “manual de instruções”. Mas um manual de que – de teologia? Não, um manual “que contém virtualmente toda a soma da piedade”, um manual “que vale a pena ser lido por todos os cristãos que têm zelo pela piedade”. Não se trata de um livro primariamente sobre teologia, mas sobre piedade. Obviamente existe muita teologia no livro. Mas para Calvino a reflexão teológica nunca é um fim em si mesma. A teologia é sempre utilizada a serviço da piedade; ela deve conduzir à piedade. Assim, a teologia de Calvino algumas vezes tem sido chamada de theologia pietatis, uma “teologia da piedade”.

Mas o que Calvino quer dizer com piedade? Na mesma sentença de abertura das Institutas, nós lemos: “Quase toda a sabedoria que possuímos... consiste em duas partes: o conhecimento de Deus e de nós mesmos” (1.1.1). Na seção seguinte, Calvino passa a dizer que, quando se trata do conhecimento de Deus, “nós não diremos que... Deus seja conhecido onde não existe religião ou piedade. . . Eu denomino ‘piedade’ aquela reverência unida ao amor a Deus que o conhecimento dos seus benefícios induz” (1.2.1). Ou então: “Aqui certamente está a religião pura e verdadeira: a fé tão unida a um sincero temor a Deus que esse temor também inclui uma reverência voluntária e leva consigo o culto legítimo que está prescrito na lei” (1.2.2). Portanto, para Calvino o verdadeiro conhecimento de Deus é um conhecimento sobre Deus que é aplicado na piedade ou devoção, isto é, em reverência, fé, amor, adoração, obediência e serviço a Deus. A teologia – o estudo de Deus, a busca de conhecimento acerca de Deus – deve evocar uma resposta de piedade em nós se queremos verdadeiramente conhecer a Deus. Pois, como diz Calvino,Como pode o pensamento de Deus penetrar em sua mente sem que você perceba imediatamente que, visto ser obra de suas mãos, você foi... vinculado a ele por direito de criação, você deve a sua vida a ele? – que qualquer coisa que você empreende, qualquer coisa que faz, deve ser atribuída a ele? (1.2.2).

A teologia deve levar à piedade.

É exatamente assim que Calvino realiza a sua própria reflexão teológica ao longo dasInstitutas; as Institutas são na realidade um manual de instruções sobre a piedade. Por exemplo, ao tratar acerca de Deus, o Criador, Calvino não somente explica os detalhes da doutrina da criação, mas também exorta o leitor a “comprazer-se piedosamente nas obras de Deus” (1.14.20). O que significa confessar que Deus é o Criador dos céus e da terra? Primeiramente, diz ele, significa refletir sobre a grandeza do divino Artista mediante a contemplação de suas maravilhosas obras de arte. A criação reflete “essas imensas riquezas de sua sabedoria, justiça, bondade e poder... [e] nós devemos meditar sobre elas longamente, considerá-las em nossas mentes com seriedade e fidelidade, e evocá-las repetidamente” (1.14.21). Mas a nossa resposta deve ir além disso. Nós também devemos compreender, diz Calvino, que Deus criou todas as coisas para o bem da humanidade; devemos “sentir o seu poder e graça em nós mesmos e nos grandes benefícios que ele nos concedeu, e assim sermos levados a confiar, invocar, louvar e amá-lo” (1.14.22). Isso é piedade. Essa é uma teologia que conduz à piedade. Para Calvino, estudar a doutrina da criação não é mero exercício intelectual; envolve a pessoa inteira – coração, alma, mente e força. Como ele disse no final dessa seção acerca da criação: “Convidados pela grande doçura da beneficência e bondade [de Deus], dediquemo-nos a amá-lo e servi-lo de todo o nosso coração” (ibid.).

O mesmo se aplica à maneira como Calvino trata da predestinação, uma questão doutrinária sobre a qual ele tem sido freqüentemente mal-compreendido e violentamente atacado. O historiador americano Will Durant certa vez escreveu: “Nós sempre acharemos difícil amar o homem [Calvino] que obscureceu a alma humana com a mais absurda e blasfema concepção acerca de Deus de toda a longa e honrada história das tolices”. E o tele-evangelista americano Jimmy Swaggart certa vez afirmou: “Creio que Calvino fez com que incontáveis milhões de almas fossem para a perdição”. Todavia, a predestinação é um conceito bíblico, um conceito com o qual os teólogos ocidentais tinham se debatido por mil anos antes de Calvino. O que Calvino faz com essa doutrina é o que ele faz com toda a sua teologia – ele a relaciona com a piedade do crente. A doutrina da eleição, diz ele, em primeiro lugar acentua para nós que a salvação é sola gratia: é totalmente e inteiramente pela graça de Deus. Portanto, a doutrina da eleição deve nos humilhar, porque ela nos defronta com o fato de que não temos nenhuma contribuição a dar para a nossa salvação; ela é unicamente uma obra de Deus. Deus nos escolheu antes que nós o escolhêssemos. Em segundo lugar, essa doutrina devia levar-nos a glorificar a Deus por essa grande dádiva que ele graciosamente nos concedeu (3.21.1). Por fim, ela pode assegurar-nos do caráter definitivo da nossa salvação, pois Deus prometeu em Romanos 8 que aqueles a quem ele predestinou para a salvação nunca irão separar-se do seu amor. Como Calvino disse: “Cristo nos libertou da ansiedade nessa questão... Quando somos dele, somos salvos para sempre” (3.24.6). Calvino não pretendeu que a predestinação fosse uma doutrina aterrorizante para o crente, mas uma doutrina consoladora.

Essa teologia da piedade foi assimilada por muitas confissões reformadas na própria época de Calvino e nos anos posteriores à sua morte. A denominação à qual eu e o professor Bosma pertencemos, a Igreja Cristã Reformada da América do Norte, subscreve três dessas antigas confissões reformadas – a Confissão Belga, o Catecismo de Heidelberg e os Cânones de Dort – e em todas as três está presente essa aplicação pessoal, prática e experimental das doutrinas. Por exemplo, a Confissão Belga de 1561 explica com alguns detalhes a doutrina da providência de Deus, mas também dá atenção a qual deve ser a nossa resposta a esse ensino (Art. 13). Nós não devemos ser excessivamente curiosos quanto às obras de Deus que ultrapassam a compreensão humana. Devemos adorar as decisões de Deus com humildade e reverência. Devemos reconhecer “o conforto indizível” que essa doutrina nos dá em seu ensino de que nada nos pode acontecer por acaso. E podemos repousar no pensamento de que “Deus controla os demônios e todos os nossos inimigos, os quais não podem nos ferir sem a sua permissão e vontade”. Essas são respostas de piedade!

Uma teologia de piedade é ainda mais pronunciada no Catecismo de Heidelberg, de 1563. Como um catecismo, obviamente ele foi concebido como um guia para ensinar, pregar e aprender doutrinas. Mas ele sempre apresenta as doutrinas com um propósito em mente: aplicar essas doutrinas à vida e experiência cristãs; instilar no crente um senso de consolo ou certeza da salvação; evocar no crente uma resposta de gratidão por sua libertação do pecado e da miséria espiritual. Ouça algumas das perguntas: “Como a ressurreição de Cristo nosbeneficia?” (P. 45); “Como a volta de Cristo para julgar os vivos e os mortos consola você?” (P. 52); “Que bem lhe faz, todavia, crer em tudo isto?” (P. 59); “Por que ainda precisamos praticar boas obras?” (P. 86); “Por que os cristãos precisam orar?” (P. 116). A reflexão teológica no Catecismo de Heidelberg não é um exercício abstrato. Ela é relevante para a vida e a experiência do crente.
O que Calvino e as confissões fazem aqui não é de fato uma coisa nova. Essa teologia da piedade já estava evidente na tradição humanista cristã na qual Calvino foi formado. Porém, o que é mais importante, ela tem o seu fundamento nas Escrituras, o recurso básico de Calvino na elaboração da sua teologia. Quando Calvino descreve o conhecimento de Deus como um conhecimento sobre Deus que evoca uma resposta de confiança, obediência e amor por Deus, ele está simplesmente ecoando o ensino da própria Escritura. Encontramos já no Antigo Testamento que o conhecimento de Deus não é mera posse de informações sobre Deus. É o reconhecimento dos direitos de Deus sobre nós. É o reconhecimento respeitoso e obediente do poder de Deus, da graça de Deus, das exigências de Deus. Conhecer a Deus é honrá-lo e fazer o que é justo e íntegro. Como Deus diz através do profeta Jeremias:

Não se glorie o sábio na sua sabedoria... mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor, e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor. (9.23-24)

A implicação é que o Senhor se compraz no amor e na justiça não somente quando ele os pratica, mas também quando nós os praticamos. Então poderemos afirmar que realmente compreendemos e conhecemos a Deus.

O livro de 1 João no Novo Testamento dá ênfase ao mesmo ponto: “Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade” (2.3-4). Portanto, a teologia da piedade de Calvino ressoa com a mensagem da própria Escritura. Pode-se realmente dizer que essa maneira pela qual ele procurou mostrar o valor das Escrituras na sua época não tem relevância em nossos próprios dias?

3. Teologia e Sociedade

Alguém poderá objetar que essa teologia da piedade soa excessivamente individualista, concentrando-se apenas na piedade pessoal. Ela não tem nada a dizer sobre a vida no mundo, o papel do cristão na sociedade, a dimensão comunitária da nossa existência? Certamente que sim para Calvino. A sua teologia da piedade é uma teologia que abrange toda a vida.

Ela realmente começa com a maneira pela qual Calvino e a tradição reformada entenderam o chamado “princípio escriturístico” da Reforma, sola Scriptura, isto é, que somente a Escritura é a nossa autoridade suprema em questões de doutrina e moralidade. O calvinismo, mais do que qualquer outro ramo do cristianismo da Reforma, entendia que isso significava tota Scriptura, isto é, que toda a Escritura é investida de autoridade, tanto o Antigo quanto o Novo Testamento. Os crentes do Novo Testamento desfrutam de algumas vantagens em relação aos crentes do Antigo Testamento, mas os dois testamentos estão vinculados por um único pacto da graça. Assim, o Antigo Testamento ainda é tão plenamente uma parte da revelação normativa de Deus quanto o é o Novo Testamento. Por exemplo, no Novo Testamento encontramos o chamado “mandato missionário” de Mateus 28: “Ide e fazei discípulos de todas as nações”. Mas também existe outro mandato universal na Escritura, o chamado “mandato cultural” no Antigo Testamento: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; exercei domínio sobre ela, cultivai-a e guardai-a” (Gênesis 1 e 2). Esse mandato nunca é repetido no Novo Testamento, mas não precisa ser; ele ainda é válido. A atividade cultural – agricultura, comércio, política, educação – é uma parte da vocação do cristão tanto quanto o evangelismo.

Foi a partir dessa perspectiva das Escrituras que se desenvolveu grande parte da teologia social de Calvino. Para ele, o modelo básico da sociedade se encontrava no Antigo Testamento, na comunidade de Israel. Essa piedade se estendia a todas as dimensões da vida, tanto públicas quanto particulares. Para Calvino, portanto, a reflexão teológica nunca fica limitada ao indivíduo ou apenas às questões “espirituais”. Ela é uma reflexão sobre como toda a Escritura se relaciona com toda a vida.

Para ilustrar isto, quero recorrer a três aspectos do pensamento social de Calvino: sua reflexão cristã sobre a ordem política, sobre três questões econômicas e sobre a educação.

3.1. Política. No que se refere à ordem política, Calvino reconhecia a igreja e o estado como esferas distintas que deviam cooperar estreitamente para edificar uma sociedade cristã. Portanto, ao contrário dos anabatistas daquela época, ele defendia um elevado grau de envolvimento por parte dos cristãos na vida política. “Ninguém deve duvidar que a autoridade civil é uma vocação”, diz Calvino, “não somente santa e legítima diante de Deus, mas também a mais sagrada e de longe a mais honrosa de todas as vocações em toda a vida dos homens mortais” (Institutas 4.20.4). Os cristãos devem honrar as autoridades como “ministros e representantes de Deus” (4.20.22). Elas devem orar pelos magistrados civis e obedecê-los, até mesmo os tiranos, a menos que tal obediência resulte em uma desobediência direta da vontade de Deus. E a igreja tem a responsabilidade profética de advertir as autoridades quando elas erram e exortá-las a cumprirem os seus deveres. Em seu comentário de Amós 8.4, Calvino escreve: “Com freqüência os governan- tes são culpados de muitas coisas; essa é a razão pela qual os profetas se voltam contra eles de maneira tão contundente e rigorosa”. Os porta-vozes proféticos de hoje, diz Calvino, são primariamente os ministros da igreja. É seu dever clamar contra toda injustiça praticada pelo estado, particularmente no que se refere ao tratamento dos pobres e dos fracos.

Qual é o dever dos governantes civis? Acima de tudo reconhecer que “foram ordenados ministros da justiça divina”. O seu tribunal é “o trono do Deus vivo” e eles são “representantes de Deus” (4.20.6). Como tais, é seu dever promover a justiça, a segurança e a paz na sociedade, e especialmente defender os pobres e os fracos contra os ricos e poderosos. O Salmo 82.3 diz: “Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado”. Em seu comentário desse salmo, Calvino o aplica ao estado: “Um governo justo e bem-regulado se distinguirá por preservar os direitos dos pobres e dos afligidos”.

Mas também é tarefa do governo, Calvino acreditava, promover e proteger a verdadeira religião na sociedade. “Os santos reis”, ele escreve, “são grandemente exaltados nas Escrituras porque restauraram o culto a Deus quando o mesmo estava corrompido ou destruído, ou cuidaram da religião para que por meio deles ela pudesse florescer pura e incontaminada” (4.20.9). Aqui, evidentemente, Calvino mostra ser um homem do seu tempo, refletindo mil anos de busca de um estado cristão no Ocidente. Porém, o que devemos observar é não tanto as conclusões a que ele chega aqui, mas o fato de que ele está se esforçando no sentido de formular uma abordagem conscientemente bíblica e cristã da dimensão política da sociedade.

3.2 .Economia. Como outros líderes da Reforma, Calvino rompeu com a tradição medieval de elevar a “vida contemplativa” acima da “vida ativa” do trabalho diário. O trabalho, diz Calvino, é uma atribuição de Deus pela qual os indivíduos servem ao bem-comum. Deus nos criou não somente como indivíduos, mas como indivíduos em comunidade. Dependemos uns dos outros e devemos servir uns aos outros com os diferentes dons que nos foram dados. Portanto, todas as formas de trabalho são de igual valor e são igualmente agradáveis a Deus se beneficiam de algum modo a comunidade e não contradizem a Palavra de Deus. Não trabalhar quando se tem a capacidade de fazê-lo é algo contrário à Palavra de Deus. Mas, ao mesmo tempo, nãoproporcionar trabalho para aqueles que são capazes também é errado. Assim sendo, Calvino e a cidade de Genebra iniciaram um programa de obras públicas para os milhares de refugiados que estavam afluindo para aquela cidade.

Calvino também aplicou a perspectiva do evangelho à questão dos salários. Para o empregado, o trabalho deve ser entendido como algo feito em primeiro lugar não pelo dinheiro, mas para a glória de Deus. De fato, as pessoas não têm realmente um direito à remuneração; qualquer salário que recebemos é na realidade uma expressão da graça de Deus para conosco – gratuita, imerecida. Porém, do ponto de vista do empregador, o salário deve ser justo. Afinal, o que está ocorrendo é uma dispensação da graça divina e o empregador é um instrumento desse processo. Na verdade, para um empregador cristão, pagar o salário mínimo legal não é suficiente. Como disse Jesus, devemos sempre fazer aos outros como queremos que nos façam.

Finalmente, Calvino fez uma nova abordagem à usura ou à cobrança de juros. A igreja havia proibido toda usura na Idade Média, muito embora algumas pessoas continuassem a praticá-la. Todavia, Calvino argumentou que a Bíblia não proíbe toda forma de usura. As proibições bíblicas contra a mesma precisam ser lidas em seu contexto. A usura foi proibida entre os israelitas da velha dispensação, diz Calvino, porque lhes era fácil realizar negócios sem ela. Mas aquelas circunstâncias mudaram em nossos dias. E a instrução de Jesus, “emprestai, sem esperar nenhuma paga” (Lucas 6.35), visava orientar o nosso relacionamento com os pobres, não com todas as pessoas. Seja como for, Calvino acreditava que quando se tratava de emprestar dinheiro a juros, o nosso comportamento devia ser governado acima de tudo pela lei bíblica do amor. Somente porque uma coisa é legal, isso não a torna amorosa ou justa. Além disso, uma vez mais, nunca devemos fazer algo que não esteja de acordo com a Lei Áurea.

3.3 .Educação. Para Calvino, a responsabilidade principal pela educação recaía sobre a igreja, e não sobre o estado, o que contrariava a tendência geral da Reforma no sentido de transferir a educação da igreja para o controle do estado. Sob a sua influência, os mestres eram nomeados pelos pastores da cidade, deviam submeter-se à confissão de fé de Genebra e estavam sujeitos à disciplina eclesiástica. Calvino chegava a considerar o “mestre de teologia” como um quarto ofício da igreja, ao lado do pastor, do presbítero e do diácono.

O programa educacional que Calvino ajudou a implantar em Genebra tinha um forte componente humanista, isto é, uma grande ênfase no estudo de antigos textos gregos e romanos. Por quê? Em primeiro lugar, porque para Calvino o propósito básico da educação superior, pelo menos, era preparar homens para o ministério do evangelho ou para o serviço público. Essas profissões requeriam pessoas que pudessem pensar bem, falar bem e escrever bem. Quem poderia oferecer um melhor modelo para isso senão os grandes pensadores, oradores e autores do mundo antigo?

Porém, Calvino se voltava para os clássicos por outras razões além do pensamento claro e da retórica refinada. Ele também acreditava que havia verdades a serem encontradas nos antigos autores não-cristãos, verdades que poderiam ajudar-nos a compreender o mundo de Deus e a Palavra de Deus. Como ele diz nas Institutas:

Sempre que nos defrontamos com essas questões nos escritores seculares, que essa admirável luz da verdade que neles brilha nos ensine que a mente do homem,embora decaída e pervertida de sua integridade, no entanto está revestida e ornamentada com os excelentes dons de Deus. Se consideramos o Espírito de Deus como a fonte única da verdade, não rejeitaremos a própria verdade nem a desprezaremos onde quer que ela se manifeste, a menos que desejemos desonrar o Espírito de Deus. (2.2.15)

É por isso que Calvino fazia os estudantes de sua academia lerem antigos autores não-cristãos como Virgílio, Cícero, Ovídio, Sêneca, Lívio, Xenofonte, Políbio e Homero. Na realidade, o professor de grego da academia não ensinava o Novo Testamento grego (isso era feito pelo professor de teologia), mas textos antigos de Platão e Aristóteles sobre ética. Evidentemente, o verdadeiro conhecimento de Deus, diz Calvino, só é possível quando a pessoa foi regenerada pelo Espírito Santo e vê Deus revelado nas Escrituras. Porém, usando os “óculos” das Escrituras, podemos prosseguir para o aprendizado do mundo não-cristão e encontrar muitas coisas verdadeiras e úteis no sentido de preparar os crentes para o serviço cristão. A lente da revelação da Palavra de Deus nos ajuda a focalizar bem a verdade que se encontra no mundo de Deus.

Conclusão

Como, pois, a teologia de Calvino é relevante para o século 21? Não em primeiro lugar por causa do seu conteúdo. Embora certamente haja muito o que se aprender desse conteúdo, existem também aspectos em que é limitada a sua utilidade para o mundo moderno. A relevância da teologia de Calvino reside, acima de tudo, na maneira como ele aborda a tarefa teológica, naquilo que ele considera o propósito da teologia e em como ele empreende a elaboração da teologia. O método de Calvino pode servir como modelo para os teólogos cristãos atuais pelo menos de três maneiras.

Primeiramente, a sua teologia é bíblica. Ela reconhece a Escritura como a Palavra de Deus inspirada e infalível, investida de autoridade suprema para todo o pensamento teológico e a vida cristã. Não somente uma parte da Escritura, mas toda ela, Antigo e Novo Testamento. Como tal, a teologia de Calvino inicia onde começa o Antigo Testamento, com a doutrina da criação. Visto que a salvação é de fato a restauração da criação, os cristãos são conclamados não a evitarem este mundo ou a fugirem dele, mas a servirem a Deus como seus agentes de restauração e reforma neste mundo.

Em segundo lugar, a teologia de Calvino é prática, isto é, está sempre voltada para a piedade cristã. Para ele a teologia não pode ser simplesmente um exercício teórico. Ela não é abstrata, especulativa ou altamente filosófica. Ela nunca é um fim em si mesma. Antes, a teologia sempre deve se relacionar com a vida e a experiência cristã. O conhecimento sobre Deus deve levar ao conhecimento de Deus, isto é, uma resposta a Deus de reverência, amor, obediência e confiança.

Finalmente, a teologia de Calvino é holística. Para ele, o evangelho se dirige não somente às almas ou a pessoas individuais ou às chamadas questões “espirituais”. Ele se dirige à pessoa integral e a todos os aspectos da vida e da sociedade – coisas como exercer um cargo público, praticar desobediência civil, riqueza e pobreza, trabalho, salários, usura, educação, casamento e vida familiar. É por essa razão que um estudioso denominou Calvino não somente um reformador, mas um “revolucionário construtivo”.

Em suma, a teologia de Calvino nos faz lembrar a fonte (a Escritura), o propósito (a piedade) e o escopo (toda a vida) do trabalho teológico. Parece-me que esses lembretes são tão relevantes para a tarefa teológica em nossos próprios dias e em nosso mundo quanto o foram na Genebra de Calvino há quase 500 anos.

Referência
* Professor de Teologia Sistemática no Calvin Theological Seminary, em Grand Rapids, Michigan. Palestra proferida no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper no dia 28 de agosto de 2003. Texto traduzido por Alderi Souza de Matos.

terça-feira, 7 de julho de 2009

100 anos da Igreja Presbiteriana do Retiro

Igreja Presbiteriana do Retiro, localizada na área rural do Estado do Rio de Janeiro, nas proximidades das cidades de Trajano de Moraes, Bom Jardim, Cordeiro e Macuco, vai completar 100 anos em 2010.

A igreja teve seus trabalhos iniciados pelo Rev. Henrique Louro de Carvalho, esteve fechada por alguns anos devido ao êxodo rural no século 20, mas foi restaurada e atualmente é uma congregação da Igreja Presbiteriana de Senador Camará.

O Rev. Noé Machado Botelho, que nasceu na localidade e foi batizado naquela Igreja, está separando fotos e preparando um histórico completo para divulgação da data comemorativa. Mas adiantamos um foto de Ronaldo Montechiare, disponível no site Panoramio. Clique na imagem para vê-la ampliada, e repare que a construção é do tempo que a igreja era "Presbyteriana".


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Lição de Maria - Blog Coisas de Calvinistas

Aqui no blog usamos um recurso que permite identificar origem dos visitantes da página. É possível saber se encontraram o blog através de uma pesquisa no Google, Yahoo, Bing, etc ..., ou se foi através de um link em outra página.

Por isso, nesta semana, percebemos que estávamos recebendo algumas visitas através de um link no blog Coisas de Calvinistas (http://opinioesreformadas.blogspot.com), do Pastor André Boechat. O Pastor André inseriu o blog de nossa igreja na sua lista de blogs recomendados.

E agora nós também recomendamos o blog do pastor André, e sugerimos que a leitura seja iniciada pela postagem "Lição de Maria". Não deixe de ler.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Qual a importância da Bíblia para você?


Qual a importância da Bíblia para você?

Existem várias maneiras de responder a pergunta acima. Alguns dizem: "A Bíblia? É apenas mais um livro. Tem algumas palavras de sabedoria aqui e ali, misturadas com um monte de genealogias, mitos e visões malucas". Obviamente este grupo representa a resposta típica do mundo secular. É o grupo que não conhece a Cristo; aceita apenas aquilo que parece estar de acordo com a sabedoria mundana. Para eles, a Bíblia tem pouca importância e ainda menos autoridade.

Um segundo grupo de pessoas diz algo mais ou menos assim: "É claro que sei que a Bíblia é importante. Pelo menos meu pastor pensa assim. Ele está sempre citando a Bíblia e brandindo-a no ar. Mas eu não leio muito a Bíblia, pois não consigo entender bem o que ela diz". Este grupo inclui uma grande quantidade de freqüentadores de igrejas e até mesmo cristãos professos. Sabem que a Bíblia é importante e que deveria ser uma prioridade e uma regra de prática nas suas vidas, mas não fazem muito uso pessoal dela. Negligenciam totalmente seus ensinamentos. Ou então passam por ela levianamente, raramente abrindo a Bíblia por si mesmos, dependendo quase que absolutamente de pastores, professores ou pregadores para lhes darem "explicações". Não aplicam o que a Bíblia ensina. A Bíblia permanece um mistério, um livro confuso, o qual têm de engolir com bravura, como "óleo de fígado de bacalhau", todas as manhãs antes do café.

Em um dos seus livros, o Dr. John MacArthur Jr. faz referência ao terceiro grupo, citando o exemplo de sir Walter Scott, famoso novelista e poeta britânico e que era também cristão devoto. Diz-se que quando Scott estava em seu leito de morte, pediu ao secretário: "Traga-me o Livro". Seu secretário pensou nos milhares de livros que Scott tinha em sua biblioteca e perguntou: "Dr. Scott, qual livro?". "O Livro", replicou Scott, "A Bíblia, o único livro para um homem moribundo!" E todo cristão comprometido teria de acrescentar que a Bíblia não somente é o único livro para um moribundo, mas também é o livro para um homem cheio de vitalidade, porque é a Palavra de Deus. Este terceiro grupo, portanto, encara a Bíblia de forma bem diferente. Para eles, a Bíblia é viva, literalmente pululando de verdades empolgantes. Este grupo não vive apenas de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (Mt 4.4).

Em qual das três categorias você se encaixa?

Talvez, entretanto, você esteja pensando que não se encaixa em nenhuma dessas categorias. Se você é como um grande número de cristãos, fica em algum lugar entre o segundo e o terceiro grupo. Você deseja que a Bíblia seja mais importante em sua vida. Quer se submeter à sua autoridade, mas a própria vida mantém a Bíblia distante. Para qualquer lado que se volte, você é seduzido, ou intimidado a esquecer os ensinamentos das Escrituras.

Convém, entretanto, firmar dentro de nós uma verdade básica. Em um mundo de pensamentos relativistas, no qual não existem absolutos, a Bíblia permanece como a autoridade absoluta para o cristão. A Bíblia é a Palavra de Deus, não as idéias, opiniões e filosofias de outra pessoa. Não é nem mesmo uma antologia dos melhores pensamentos dos melhores pensadores. A Bíblia é a Palavra de Deus. Tem ela várias características e qualidades que a tornam extremamente importante em nossa vida.

Você já parou para considerar atentamente as reivindicações que encontramos na Bíblia acerca dela mesma? Já parou para refletir acerca do significado da reivindicação de ser ela a Palavra de Deus?


Publicado no boletim de nossa Igreja no dia 28 de junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

Pastor Noé e Irmã Marly na TV Boas Novas

No último mês de Maio, o Rev. Noé Machado Botelho e a Irmã Marly Botelho participaram do programa Cabeça pra Cima, da Rede Boas Novas de Televisão. O tema do programa foi Harmonia Conjugal, e também participou o cantor Izaías Mendes e a apresentadora Rebekah Câmara.

A partipação está disponível em 6 partes no site de vídeos YouTube. Assista clicando nos links abaixo:
Parte 01 - Rev. Noé Machado Botelho e Irmã Marly Botelho no programa "Cabeça Pra Cima"

Parte 02 - Rev. Noé Machado Botelho e Irmã Marly Botelho no programa "Cabeça Pra Cima"

Parte 03 - Rev. Noé Machado Botelho e Irmã Marly Botelho no programa "Cabeça Pra Cima"

Parte 04 - Rev. Noé Machado Botelho e Irmã Marly Botelho no programa "Cabeça Pra Cima"

Parte 05 - Rev. Noé Machado Botelho e Irmã Marly Botelho no programa "Cabeça Pra Cima"

Parte 06 - Rev. Noé Machado Botelho e Irmã Marly Botelho no programa "Cabeça Pra Cima"

sábado, 20 de junho de 2009

Festa na Roça, comemorando os aniversariantes do 2° Trimestre


A nossa próxima programação será uma deliciosa festa na roça com tudo que esta festa tem de bom como pé-de-moleque, canjica, bolo de milho, maça do amor, brincadeiras e muito mais ...

Nesta programação estaremos comemorando o aniversário dos irmãos do 2º trimestre e o dia do amigo, por isso não fique de fora nem esqueça de trazer seu amigo para nossa festa na roça que vai ser pra lá de boa.

Dia 11/07 às 19:00
(Agende já esta data e hora)

Comissão de Festas

P.S - Procure Rosiane ou Ana Luiza para retirar seu convite e também escolher a delícia que você irá contribuir.
Blog da Igreja Presbiteriana Central de Senador Camará - http://ipcentralcamara.blogspot.com